Domingo, 29 Novembro 2020

Bem estar bem



E é desse modo que devemos estar sempre: bem?!
Parece simplista dizer - ou pensar! - que, para estarmos bem, basta querermos nos sentir assim, como se bem-estar fosse acessível a todos, em qualquer tempo e lugar.
Entretanto, se bem-estar é o resultado da plena satisfação das exigências do nosso corpo e do nosso espírito, estar bem também é resultante do nosso equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual, e ambas as condições exigem – não duvidemos disso – mais que um querer, um desejo; exigem simultâneos esforços pessoais e condições sociais e ambientais adequadas, ou seja, é somente o alinhamento dessas diferentes forças que poderá resultar em inúmeros benefícios para nossas vidas, tais como segurança, conforto, tranquilidade, prosperidade e saúde em abundância.
Do ponto de vista da plenitude espiritual podemos, ainda, refletir sobre as condições necessárias: administrar o tempo cotidiano de modo a incluir a busca pelo desenvolvimento do espírito em nossa rotina; acionarmos a nossa coragem (agir com o coração) no enfrentamento de qualquer situação que a vida nos apresente; ter sempre em mente a empatia, que significa nunca fazermos aos outros o que não desejamos a nós mesmos, ou dito de outro jeito, sempre fazermos aos outros aquilo que desejamos receber.
Esta semana tive claro exemplo desse princípio quando uma amiga muito querida, sem querer, ao estacionar seu carro, cometeu um delito que causou danos materiais a terceiros e, além de se desculpar, se comprometeu em corrigir os danos que provocou. E ela poderia até "sair ilesa" desse episódio porque a pessoa não se encontrava no local quando o fato aconteceu. Mas foi correta o suficiente para corrigir seu ato e assumir seu erro procurando a pessoa lesada após.
Outra feita aconteceu com uma prima, muito querida também, que ao cometer um deslize com seu veículo, poderia ter também "saído ilesa" já que não havia testemunhas no local, mas fez questão de deixar um bilhete para o proprietário do outro carro estacionado com seu nome e telefone, assumindo assim a autoria do dano.
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A existência humana sempre foi permeada de valores positivos, que podemos seguir, ou não, dependendo de nossa consciência e vontade. No entanto, se para nós sempre queremos, desejamos o melhor, por que razão não desejar e fazer o melhor para os outros também?
E essa questão deve nortear nossa alma em evolução. A busca do correto, do justo para quem quer que seja. Para tanto, é preciso sempre colocar-se no lugar do outro.
Concluindo, sentir bem-estar, e/ou estar bem é resultado de inúmeros fatores, inclusive o do entendimento de que todos temos direitos e deveres e de que só estou plano quando o outro – meu parceiro, meus familiares, meu conterrâneo, meu amigo, meu vizinho, meu parente ou outro desconhecido – também esteja bem.
Essa é a essência da vida. Essa é a lei do amor. A lei maior que o Cristo nos ensinou: "O que quer que façam ao menor dos meus, é a mim que o fazeis" – Mateus 25,40.

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