Quarta, 30 Setembro 2020

O TEMPO

Foto divulgação

O TEMPO

"O tempo perguntou para o tempo, quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu para o tempo, que não tem tempo de contar quanto tempo o tempo tem."
(do folclore)

Administrar o tempo... Tarefa fácil? Ou difícil?
Para os adultos talvez seja mais fácil... mas, e para a criança?
Os adultos são sempre "muito ocupados", não têm tempo para nada.
Já as crianças, normalmente compreendem o tempo (período) por meio das atividades que realiza: tempo de se arrumar para ir para a escola, tempo em que fica na escola, tempo de estudar, tempo de brincar, de ir à pracinha com os amigos, andar de bicicleta, tomar um sorvete, etc.
E agora na quarentena? O que faz o adulto e a criança para preencherem esse tempo que, aparentemente, parece estar sobrando?
Para ilustrar essa reflexão sobre o tempo, vou lhes contar uma pequena história:
"Há pouco tempo atrás, um senhor muito antigo, dono de muita sabedoria, batizado de "Tempo", vinha descontente com a humanidade em geral, por conta de muitas reclamações que recebia e tratou de cuidar para que todos o conhecessem na íntegra, já que as reclamações provinham de "não se ter tempo" para nada, sequer para cumprir suas próprias metas e promessas assumidas com outrem ou até consigo mesmo.
Assim, aproveitando-se da ocasião, não tão boa como todos sabem, mas providencial muitas vezes, tratou de "dar uma mãozinha", fazendo com que a maioria das pessoas que ficassem em casa, aproveitasse para desfrutar de sua companhia e, assim, passassem a ter mais tempo para se organizar, para ficar com a família, para responder aos amigos (de forma virtual sim, mas sempre uma resposta), para organizar papéis, aprender uma experiência nova como cozinhar, costurar, fazer artesanato, ler e adquirir cultura, assistir filmes, etc.
Mas o que acabou por acontecer? Sobrou muito mais tempo do que essas atividades podiam preencher, pois no ritmo acelerado em que estamos, fazemos tudo apressadamente e sempre há necessidade de mais e mais.
Então, as pessoas criaram as "lives", as vídeoconferências, as palestras virtuais, os contatos excessivos virtuais, os encontros virtuais, o trabalho "home Office", as aulas virtuais, as plataformas virtuais e assim por diante. Notem bem: VIRTUAL.
E o tempo foi preenchido, agora talvez mais domesticamente, restrito na socialização externa e até interna, pois há momentos em que todos da família estão "online" e não interagem entre si, já que estão acostumados com o vazio interno que buscam preencher através das máquinas, do trabalho e da anti-socialização, pois o virtual é muito forte e, de uma forma muito fria, restringe e preenche o contato humano.
Mesmo com toda essa gama de opções, muitos continuam ainda reclamando do tempo; porém, muitas pessoas fizeram com ele coisas muito valiosas, desenvolveram habilidades que não tinham e reforçaram a convivência familiar de forma muito positiva.
Agora, com a sobra de tempo, adaptando-se à nova realidade que temos (e não sabemos até quando!), as pessoas ressentem-se de não poderem sair, encontrar com amigos e parentes, reunir-se à mesa para um delicioso café e conversas...
E o Tempo, então, tratou de mostrar o verdadeiro valor dos encontros, dos abraços e olhares que não vejam apenas os olhos, mas que mostrem os sorrisos que estão ocultos por uma máscara.
Por outro lado, com a diminuição de pessoas transitando nos grandes centros, praias, parques e outros tantos espaços, pudemos perceber o quanto melhorou a poluição em geral. Isso foi o Tempo que cuidou de sanar.
Que possamos sempre pensar juntos, criar juntos, pensar na criança que é o futuro da humanidade para, assim, quem sabe, voltarmos ao convívio social um pouco melhores em função dessa experiência que hoje estamos vivenciando.

E você, o que tem feito com o seu tempo "ocioso"?

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