Quarta, 30 Setembro 2020

Educação na pandemia

Educação na pandemia
A pandemia, iniciada neste primeiro semestre de 2020, nos pegou de surpresa. E diante de toda surpresa, podemos apresentar reações diferentes.
Após as reações, ocorreram as determinações e protocolos, as quais causaram grandes mudanças e estranheza na vida das pessoas. Ocorreram mudanças trágicas e descompensadas. Grande parte da população perdeu seus empregos, seus sonhos e expectativas de crescimento. Outra parte tentou diariamente se adequar ao novo modelo de se trabalhar em casa. Uma grande tempestade vivenciada em barcos diferentes.
E para dentro de casa, tudo foi inserido: as funções do lar, da empresa, da relação social confinada e junto dela o mundo educacional. A escola foi levada literalmente para dentro dos lares. A sala de aula passou a ser online.
As escolas que já se prepararam para essa inovação educacional, hoje compartilham e interagem com o aprendiz a sua função de ensino, na realização e publicação de tarefas. E mesmo assim, não tem sido fácil, pois a aprendizagem ocorre junto com o outro. É um ato social. As escolas mais tradicionais, que não trabalharam com os alunos o desenvolvimento das habilidades autônomas e da pesquisa, e que não prepararam a sua clientela para a inovação tecnológica, têm apontado um declínio no gráfico, referente aos bons resultados. De uma forma geral, neste cenário, os professores estão gravando aulas e disponibilizando atividades em massa, para levar ao aluno a aquisição de novos saberes. As escolas estão cobrando os resultados, nesse rito de passagem das famílias, dos alunos, que na sua maioria, permanecem desconexos e sem saber realizar ou cumprir a sua agenda diária, que mudou completamente dentro da nova rotina. As mães/responsáveis estão sobrecarregadas diante das novas responsabilidades e no acúmulo de funções, soltando apelos de socorro nas redes sociais, como já foi possível verificar.
Neste momento, não adianta apontar os erros e os culpados. Essa avalanche despencou e foi pegando muita gente despreparada pelo caminho.
Como educadora e especialista na área, vivencio tanto com os pais, como com o grupo de professores e alunos, este momento diferente e atribulado, na utilização das aulas online.
Cabe aqui, não julgar. É preciso disciplina e planejamento.
Neste singelo artigo, quero pedir aos professores muita paciência para com a família, que está se adequando a esta nova rotina. Nesta rotina foram inseridas as aulas de: inglês, ballet, atendimentos psicopedagógicos, instrumentos musicais e até acompanhamento médico (tudo online). Atentando-se que este rol de atividades deve ser multiplicado pela quantidade de filhos.
Quero agradecer aos professores, pela sua garra e determinação no andamento do trabalho educacional, o qual estão se dedicando com excelência e compromisso e pedir para a família um planejamento de rotina junto aos filhos, para atravessar esse momento agitado.
É preciso que haja maior apoio para os envolvidos e que a empatia se faça presente para todos e com todos. Lembrando-se que a empatia é um sentimento. É quando se coloca no lugar do outro, com compreensão e respeito, para entender as emoções de cada um.
Coloco-me à disposição para trocar sugestões e tirar dúvidas.
Abraço virtual,
Simone Teixeira Andreazzi
Pedagoga, Psicopedagoga e Orientadora Educacional
Olhar Pedagógico

Simone Teixeira Andreazzi

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