O remédio é amargo e a cidade está feliz. Será?

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Na última semana, a prefeitura de Valinhos divulgou uma ‘pesquisa’ publicada na Revista Bula colocando Valinhos entre as 20 cidades mais felizes do Brasil.

Em contato com a editora da matéria a mesma relatou que a revista publicou tão somente uma análise baseada em pesquisas realizadas em anos anteriores. Uma análise simples sem classificação de ranking mediante a classificação do IDH e do índice de violência publicados em atlas, não havendo conhecimento da atual situação da cidade.

A reportagem da revista Bula não está totalmente errada, pois a cidade de Valinhos realmente é acolhedora e a população que aqui mora sente que Valinhos entre outras cidades ainda é uma cidade de qualidade para se viver. O que a reportagem não sabe é que há alguns anos a cidade encontra-se com inúmeras dificuldades e que a população vem enfrentando doses de remédios amargos nas questões básicas. O remédio amargo é reflexo das administrações que não buscam formas efetivas para o desenvolvimento da cidade e vão levando as questões prioritárias com total devaneio.

Além de o remédio estar sendo amargo, nos deparamos com notícias lamentáveis, como a falta de medicamentos, exames, merenda fraca, e até mesmo medicamentos vencidos encontrados na dependência da UPA 24 horas. Sem contar os retalhos e emendas nos asfaltos. Na realidade está faltando discernimento e carinho por parte da administração pública em priorizar ações efetivas para Valinhos.

Valinhos está endividada e a dívida consolidada só vem aumentando, porém a população não está vendo o dinheiro sendo empregado em ações de desenvolvimento do município causando assim total descontentamento que leva a atual administração como a pior da RMC, conforme pesquisa divulgada pela Indsat.

Orestes Previtale Júnior e sua vice Laís Helena
Orestes Previtale Júnior e sua vice Laís Helena

Já se passou mais de um ano e meio da atual administração e a mesma não parece estar reagindo, há quem diga que a população sente falta do governo anterior do ex-prefeito Clayton Machado, pois mesmo diante de dificuldades e da má escolha de assessores, ainda apresentava ações de relevância como na área da saúde, que atendia as demandas com maior presteza e humanização.

Frente ao perfil notório da atual administração, hostil e truculenta, infelizmente a população não está acreditando que tempos melhores surgirão, porém o cenário deve mudar do final de 2018 e meados de 2019 com o intuito de uma possível busca pela reeleição. Porém, isso só acontecerá se o Dr. Orestes quiser concorrer às eleições de 2020.

Falando em eleições de 2020 muitos políticos e seus agentes já estão se mobilizando para aflorarem nomes para o próximo pleito, muitos já estão se lançando pré-candidatos à prefeitura do município. E fica a pergunta: Quem poderá mudar o rumo da história de Valinhos – levando-a ao desenvolvimento e criando formas para tirar a cidade do endividamento em que se encontra?

O jeito é aguardarmos as cenas dos próximos capítulos e acompanhar de perto cada passo da atual administração e dos vereadores na condução de seus trabalhos. A câmara deve ter mudanças expressivas também, sendo que a partir de 2019 muitos estarão saindo da zona de conforto junto à administração municipal, e buscando destaque na função fiscalizadora já de olho numa possível reeleição. E o cenário já começa a ser montado com a eleição para presidência do legislativo, haja vista que as negociatas já estão acontecendo nos bastidores e a partir daí haverá rachas, novos grupos políticos que estarão se movimentando para as eleições de 2020. Sendo assim, as ‘batatas quentes’ tendem a aumentar nas mãos do doutor que deverá ter jogo de cintura para não perder sua hegemonia junto ao legislativo.

olhos abertos a cada movimentação, afinal 2020 não está tão longe assiM

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