Terça, 18 Janeiro 2022

Vagner Alves fala sobre sua trajetória no rádio completando 24 anos de profissão

Em celebração a esta data tão especial, o Dia do Radialista, conversamos com Vagner Alves de Souza, que completa 24 anos de atuação nesse clássico e imortal veículo que todos conhecemos, o rádio. Vagner tem 47 anos, formado em administração de empresas, servidor público na prefeitura de Valinhos como Educador Social, atualmente cedido para Câmara de Valinhos na função de diretor administrativo, locutor esportivo do Canal EOL e diretor de programação da rádio Valinhos FM. Confira entrevista e saiba mais sobre esta profissão tão querida:

Como foi o início da sua carreira no rádio? Quem te inspirou?

Desde criança sonhava em conhecer o universo do rádio. Cresci ouvindo Ely Correa, Barros de Alencar, Zé Betio, e os locutores esportivos como Osmar Santos, Fiori Giglioti, Eder Luiz e Edgar Felipe. Em 1997, com a chegada da rádio comunitária tive a primeira oportunidade e profissionalmente em 06/11/1999, na rádio Planalto FM 94,1 de Vinhedo.

O que um radialista faz no dia a dia? Como é sua rotina?

A profissão exige muitos sacrifícios e dedicação. Por exemplo, quem trabalha em rádio, sabe que dificilmente folga em feriados e emendas de feriados. Precisa estar atento aos acontecimentos, principalmente os da região geográfica de alcance de sua emissora. No meu caso, tenho um trabalho de pesquisa antes das narrações, buscando informações dos times, jogadores para ilustrar a transmissão.

Você tem algum cuidado especial com a voz para estar bem durante a programação?

Sim. Eu evito bebidas geladas, e que tenham muita gordura. Não consumo bebidas alcoólicas, um dia antes das narrações e evito algumas horas depois. Tenho acompanhamento com fonoaudiólogos e otorrino. E faço exercícios de aquecimento vocal com regularidades. No meu carro, por exemplo, tenho um livro (Muito além do Ninho de Mafagafo), de exercícios indicados por minha fonoaudióloga para exercitar os músculos da face.

E nesse tempo de carreira, algum acontecimento te marcou em especial?

Estou no rádio desde 97, quando em 15/11/1997, às 14h05, falei pela primeira vez em uma rádio, no caso a Valinhos FM, onde tive minha formação enquanto locutor. Atuei em todas as funções existentes dentro de uma rádio, de técnico de som a apresentador de programas românticos. Um acontecimento que recordo com muito carinho, foi a formação da equipe de esportes da rádio Valinhos, transmitíamos um jogo por domingo e tínhamos um programa diário com foco total para o esporte local.

Como você se sente sendo um comunicador?

Traçando uma linha do tempo, do sonho de criança o começo e o momento atual, posso dizer que sou muito realizado e feliz. O rádio me fez ser a pessoa que sou hoje. O rádio é o veículo de comunicação mais democrático, fala para a favela o mesmo conteúdo que é ouvido nos bairros de elite, essa é a magia do rádio. A possibilidade de ser o condutor de informações que transformam vidas é o que mais me encanta no rádio.

Atualmente, quais os maiores obstáculos para você no rádio?

O rádio desde que surgiu no Brasil, na década de 30, com o apoio do presidente Getúlio Vargas que viu no novo meio de comunicação uma forma de chegar até as massas nos centros urbanos e interior do país, teve sua existência desacreditada. Primeiro, o rádio colocaria fim ao jornal impresso, depois falavam que a televisão (década de 1950), acabaria com o rádio. Nada disso aconteceu e o rádio só cresceu. A internet em minha opinião veio para somar ao rádio feito atualmente.

Uma mensagem para o Dia do Radialista?

O rádio continuará firme e forte. A internet, nova parceira do rádio, trouxe uma necessidade de mudança e um novo posicionamento perante o seu público. Hoje o rádio cabe na palma da mão e com um alcance mundial. Por isso, a profissão de radialista continuará sendo tão importante e recompensadora para quem faz, afinal, atualmente o rádio tem sua responsabilidade aumentada, pois é neste veículo que checamos se uma informação propalada em uma rede social é fake ou verdadeira. Usando um jargão antigo, "Se o rádio não deu o fato não aconteceu", Feliz Dia do Radialista!

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