Sábado, 08 Mai 2021

Ex-assessor de imprensa do DAEV comenta panorama municipal da água

Você sabia que hoje comemoramos o Dia Mundial da Água? A data foi criada pela ONU, em 1992, com o intuito de promover debates sobre a utilização e a preservação da água - Foto Arquivo JTV

O jornalista comentou o Dia Mundial da Água, em entrevista que foi realizada em 2016.

Tendo integrado a composição da imprensa do Departamento de Água e Esgoto de Valinhos (DAEV) por mais de três anos, o jornalista Wagner Zambon Faneco afirma que o tema da água é "apaixonante", e, consequentemente, possui consigo informações de crédito a respeito da situação deste recurso escasso nos dias de hoje em todo o mundo: a água.


O jornalista Wagner Faneco em 2016, quando deu essa entrevista - Foto Arquivo JTV

O mundo, segundo Wagner

Antes de retratar quaisquer detalhes locais, o ex-assessor do DAEV evidencia curiosidades alarmantes que cita costumeiramente em suas palestras e discursos quanto à escassez do recurso hídrico no planeta Terra de hoje.
De acordo com o mesmo, se toda a água do mundo fosse retratada em um recipiente de um litro, somente meia gota desta totalidade representaria toda a água potável, ou seja, consumível. De toda esta quantidade, incríveis 10% estão localizados no Brasil. Para noções de dimensão, ainda, cerca de 90% da água utilizada para as atividades na Amazônia não é reaproveitado. Estes números demonstram que a água nos dias de hoje não é brincadeira.
De acordo com as campanhas da ONU neste ano, é declarado que, quanto mais água, melhores condições de trabalho, consequentemente, mais empregos são gerados. Não é somente nisto que a água faz diferença no meio social: investindo-se 1 real em saneamento básico, são economizados 4 em saúde, demonstrando a dependência das boas condições deste recurso que temos.

Valinhos, segundo Wagner

O jornalista classifica Valinhos realizando um balanço internacional: em países de primeiro mundo, como Japão, por dia, em média, o consumo é de 80 litros por pessoa. Nos Estados Unidos, este número já cresce para 120 L, número que já demonstra grande aumento. Na verdade, é um dado nem tão preocupante perto da média brasileira: 180 litros por pessoa por dia. Em 2013, a cidade de Valinhos encontrava-se acima desta média, com incríveis 200 litros.
Contudo, estes números hoje refletem outra realidade, afirma Wagner. Depois deste ano tido como referência, muito foi realizado por parte do DAEV e de seus técnicos, principalmente, para amenizar a situação de consumo extremo. Múltiplas medidas foram projetadas em função de períodos de estiagem que eram previstos e já assolavam os reservatórios de água neste ano, que iniciou com poucas chuvas.
Faneco afirma que Valinhos conta com uma disponibilidade de água per capita menor do que a encontrada em todo o deserto do Saara, ou seja, há, nesta região da África, mais água por habitante do que aqui, local que integra a bacia do consórcio PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí).
Este cenário demandou, então, uma série de atitudes que foi colocada em prática há três anos.
Iniciaram-se campanhas de conscientização que se estenderam até 2015, sempre apresentando a importância do uso racional da água a todas as faixas etárias.
Com o intuito de economizar o máximo possível dos menores mananciais de água bruta que sustentam a exigência municipal, a cidade sustentou-se praticamente com o que a outorga permitia que fosse utilizado das reservas da Cantareira.
Foi implantado em 2013, então, o sistema de rodízio, programa que foi considerado pioneiro na região e serviu de referência na mídia regionalmente, no estado, no Brasil e até fora.
Frente ao problema de distribuição de água a determinados bairros, o DAEV também foi responsável pelo replanejamento de uma nova divisão justa e equilibrada da água, fazendo com que todos eles fossem alimentados com o recurso básico.
O número que chegou a alcançar em períodos determinados 210 litros por habitante por dia na cidade de Valinhos caiu para 170 em 2016, depois do somatório de medidas em prol da água municipal.
Wagner afirma, então, que a cidade encontra-se em uma posição confortável quanto à água, com mananciais em medidas razoáveis de capacidade atingidas, ao contrário de boatos distribuídos nas redes sociais.
Segundo o ex-assessor, o consumo da água não possui restrições na atualidade, mesmo que sempre deixe clara a mensagem da consciência enquanto utiliza-se a água, uma vez que os números quanto à água no planeta não mintam e deixem todos em nível de alerta.

O que o cidadão pode fazer?

O rodízio acabou, mesmo que a mensagem que tenha deixado tenha de persistir. Wagner integrou a ouvidoria do DAEV, o que levou o mesmo a concluir que as campanhas e medidas colocadas em prática deixaram cicatrizes na cidade, sendo que até hoje muitos ligam ao departamento para registrar reclamações, denúncias e pedir conselhos de consumo consciente.
Àqueles que planejam colaborar com o meio ambiente e diminuir o próprio consumo, Faneco dá dicas valiosas:
1 – Instalação de Cisternas: consultando guias em internet ou até consultando-se em órgãos públicos, é possível construir sistemas de contenção das águas da chuva para resultar em um aproveitamento destas. Obviamente, a atividade deveria seguir uma série de critérios, para evitar que mosquitos transmissores de doenças fatais não se reproduzam na água parada. A cisterna pode também contribuir para amenizar mesmo que minimamente os impactos das enchentes, já que contêm justamente a água da chuva.
2 – Banhos mais curtos e menos descargas: pode parecer óbvio, mas Wagner ressalta um importante detalhe: há algumas válvulas antigas que fazem com que, a cada descarga, 30 litros de água sejam utilizados. Nos dias de hoje, ao realizar reformas em casa, é possível implantar aquelas que reduzam para até 6 ou 7 litros por descarga. Esta diminuição beneficiará o meio ambiente e também significará contas mais baratas.
3 – Preferir água da caixa a da rua em torneiras: segundo o jornalista, a água da rua é calibrada para circular com maior pressão justamente para conseguir alcançar as caixas d'água, o que faz com que, se utilizada na torneira, saia com mais pressão, gastando mais água. 

Veja mais notícias sobre Entrevistas.

Veja também:

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Visitante
Sábado, 08 Mai 2021

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://jtv.com.br/

No Internet Connection