Quarta, 30 Setembro 2020

Estado de SP libera início da construção de barragem para reservar água em Amparo, SP

Obras da barragem de Amparo, para reservatório de água na região de Campinas, terão início em agosto de 2020, segundo Daee — Foto: Reprodução/EPTV

O governo estadual deu aval nesta quarta-feira (5) para o início da construção da barragem de Duas Pontes, no Rio Camanducaia, em Amparo (SP). A previsão é que as obras sejam concluídas em 2022 e, junto com a barragem de Pedreira (SP), o reservatório possa garantir água para abastecer 23 cidades da Bacia PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) em caso de estiagem e crise hídrica.

As obras começam ao longo do mês e, segundo o governo, o reservatório terá capacidade para acumular 53,4 milhões de metros cúbicos de água, além de garantir vazão regularizada de 8,7 mil litros por segundo.

Superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), Francisco Eduardo Loducca afirma que a Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) emitiu a licença para viabilizar a obra e a área foi desapropriada. "O pessoal já montou o canteiro de obras e nós vamos começar as obras durante o mês de agosto".

"O reservatório, tanto esse como o de Pedreira, vão representar muito porque vai ser a reserva hídrica, é a última chance de uma reserva hídrica aqui para o PCJ. Então nós vamos ter 85 milhões de metros cúbicos de água reservada tanto nesta barragem quanto na de Pedreira".

De acordo com o governo estadual, o o custo total será de R$ 271 milhões, sendo 196 milhões nas obras e R$ 75 milhões na desapropriação da área. A construção ocorrerá em uma área de 35,5 metros de altura, crista com 7 metros de largura e 800 metros de extensão. A barragem terá oito comportas, com 7,5 m de largura e 3,5 metros de altura, que permitirão descarregar até 715 mil litros por segundo.

Barragem de Pedreira

Ao contrário do reservatório em Amparo, as obras de Pedreira já estão em andamento. O projeto foi aprovado após a crise hídrica de 2014 prevê abastecimento de 5 milhões de moradores nas 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

O primeiro prazo para as obras ficarem prontas era 2016 e, depois, mudou para 2018. Contudo, a falta de verba atrasou o início da construção.O reservatório tem investimento estimado em R$ 550 milhões e vai ocupar uma área de 3 km². Algumas famílias e comércios próximo ao local deixaram a região.

A obra chegou a ser embargada pela prefeitura e pela Câmara de Vereadores em fevereiro de 2019, sob alegação da inexistência de estudos sobre os impactos sociais e ambientais, além da falta de um projeto de desassoreamento do leito do Rio Jaguari.

Mesmo com o bloqueio, o Daee retomou as obras em março de 2019. A justificativa do órgão na época era a de que, segundo a Procuradoria Geral, a prefeitura não pode embargar obra autorizada pelo estado.

G1/Campinas

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