Domingo, 26 Setembro 2021

Testes da primeira vacina do mundo de Covid-19 à base de plantas entra na fase final no Brasil

Imagem Ilustrativa

A Science Valley Research Institute (SVRI), empresa de pesquisa clínica e serviços de P&D, iniciou no Hospital do Rocio, em Campo Largo, Paraná, a pesquisa clínica para a realização do estudo de fase 3 de uma nova vacina contra a Covid-19, a ser fabricada pela canadense Medicago, empresa biofarmacêutica pioneira na tecnologia baseada em plantas. Voluntários (especialmente homens e mulheres, de 18 a 25 anos, que não tenham tido Covid e ainda não se vacinaram) podem se inscrever no programa pelo site www.svriglobal.com ou www.hospitaldorocio.com.br para essa que será a primeira vacina do mundo produzida à base de plantas. Com isso, o Brasil chega ao quinto estudo autorizado contra a Covid-19.

O desenvolvimento da vacina está sendo patrocinado pela empresa biofarmacêutica Medicago R&D Inc, pioneira na tecnologia baseada em plantas, sediada no Canadá, e pela empresa farmacêutica britânica GSK, a responsável por uma substância adicional à formulação. Pelo centro de pesquisa do Hospital do Rocio, em Campo Largo, já passaram mais de 500 voluntários elegíveis para o estudo. No mundo, serão envolvidos aproximadamente 30 mil voluntários sadios. O ensaio está na reta final da fase 3 no Brasil e deve chegar a 900 voluntários no Paraná e 10 mil no País. Os testes de fase 1 e 2 dessa vacina à base de plantas, inédita no mundo, começaram globalmente em 2020 e os de fase 3 em março de 2021. No Brasil, os testes de fase 3 começaram em maio de 2021 e devem se encerrar em agosto, quando atingir o número necessário para se concluir o estudo.

Todos os pacientes serão acompanhados por cerca de um ano pela equipe de especialistas da Science Valley. O ensaio clínico é randomizado para adultos com 18 anos ou mais. É um estudo duplo-cego e controlado por placebo para avaliar a eficácia e segurança da vacina.

A tecnologia baseada em plantas está virando o jogo A Medicago usa tecnologia própria baseada em células de plantas para desenvolver vacinas e tratamentos baseados em proteína, que é diferente de muitas outras tecnologias utilizadas atualmente, pois usa Partículas Pseudovirais (VLPs, do inglês Virus-Liked Particles) que imitam a forma e as dimensões de um vírus, permitindo que o organismo as reconheça e crie uma resposta imune de forma não infecciosa.

A vacina testada no Paraná usa tecnologia de partícula semelhante ao coronavírus (CoVLP). É composta da proteína S expressa em forma de partículas parecidas com vírus (VLPs), coadministradas com um adjuvante, em duas doses com intervalo de 21 dias entre as doses. O ensaio clínico foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) no dia 8 de abril. As fases 1 e 2 do estudo foram realizadas simultaneamente no Canadá e nos Estados Unidos. No Brasil, a Anvisa analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento e os resultados obtidos até o momento demonstraram um perfil de segurança aceitável da vacina. Atualmente, as vacinas Oxford/Astrazeneca e Coronavac/Butantan têm autorização para uso emergencial por aqui. A Pfizer é a única que tem registro definitivo autorizado pela Anvisa para aplicação nos brasileiros.

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Segunda, 27 Setembro 2021

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