Sábado, 08 Mai 2021

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Vocês já pararam para pensar, quantas pessoas estão passando por necessidade? Quantas famílias estão chorando a perda do ente querido?

Editorial e1417

Como CNPJ, estamos felizes pela reabertura da economia, mas como CPF, ainda estamos com receio de normalizar as coisas.

Editorial e1416

O problema das pessoas está na falta de informação e na busca por saber mais

Editorial e1413

Menos politicagem e mais amor

Editorial - O lado ruim da administração está nos conchavos políticos

Parece incrível, mas a cada dia estão mais escancarados os conchavos políticos junto a administração pública.

No período eleitoral os políticos que pleiteiam o cargo executivo formam alianças partidárias para se elegerem, e essa tomada de decisão reflete no momento em que assumem o cargo. E culminante a este fato, ainda precisa buscar o apoio do poder legislativo para poder governar.

O fato é que muitos acordos são selados antes e depois que se toma o poder, não importa a adversidade política das eleições, e sim manter a maior base para conseguir governar com razoabilidade. Essas alianças perpetuam durante meio mandato, pois quando apontam as novas eleições, os aliados começam a traçar outros planos e metas, e toda a estrutura montada começa a ser abalada.

Em Valinhos, os conchavos políticos sempre foram muito presentes, porém o governo atual teve rupturas diversas.

Ainda durante o período eleitoral, Dr. Orestes Previtale entrou em divergência com o partido MDB, que pouco contribuiu para sua campanha.

Logo que assumiu o Poder Executivo, o atual prefeito trouxe para o seu governo o Partido Democrático Trabalhista (PDT), este que fora oposição com candidato próprio para prefeito.

Mas algo neste momento começava a mudar. Um vereador eleito na base do Doutor pulou do barco e sem preguiça se tornou oposição, e saiu em busca de objetivos claros de almejar a posição de prefeito em 2020.

Como tinha uma base pequena junto ao Legislativo para conseguir governar, Dr. Orestes iniciou as negociações com os vereadores, e almejou o que queria a maioria na Câmara. Mas, como nada acontece por acaso na área política, a administração municipal e as autarquias foram loteadas de cargos de confiança indicados pelos que vieram formar a base. E administração do Doutor começou a andar, porém era preciso a mudança de partido do prefeito. De bate pronto, surgiu o Partido Socialista Brasileiro (PSB), e em seguida, Dr. Orestes e sua vice Laís Helena se filiaram a este partido.

Meses se passaram, quando parte do PSDB chegou num voo glamoroso para fazer parte da administração. Digo parte, pois não foi uma decisão unânime do partido, haja vista que somente alguns aliados aceitaram tal decisão. Essa chegada causou certo temor na base aliada ao Doutor, mas com jeitinho aqui e ali tudo entrou em curso normal. Pois é, nem tão normal!

As coisas estavam caminhando, quando o PDT, de Alexandre Tonetti, em discordância com o andar da carruagem saiu do governo, e passou a mostrar seus ideais de luta. Surgindo assim, uma nova oposição.

Bem, chegamos ao final de 2018. Nas últimas sessões da Câmara, os projetos de grande valia para o governo foram protelados, os vereadores começaram a levantar as asas e mostrarem um desconforto como base do Doutor. Como disse no início, terminou o segundo ano do governo Previtale e os conchavos começam a mudar mediante as tomadas de decisões precisas para as eleições de 2020. Mas é cedo. Não, é a hora!

Começa 2019, rumo a 2020! A administração começa a perceber as mudanças de postura de alguns vereadores da base e começa a pressionar o posicionamento contrário ao governo, mas sem tanto sucesso aparente, começou a exonerar cargos de confiança ligados à vereança.

Muita coisa vai rolar este ano! Vai chegar gente nova no governo, o prefeito pode mudar novamente de partido, os partidos vão tomar sérios posicionamentos, quem estava morto vai ressuscitar, muito coelho vai sair da cartola e muita água vai rolar. E sabe quem se ferra com estes jogos políticos? Valinhos!

Enquanto os políticos estão jogando, os conchavos se desfazendo e refazendo, os interesses ligados a cidade vão sendo deixados de lado. E como a atual administração não atingiu seu auge, também vai começar a atropelar suas ações, e a população vai passar um ano sem saber quem vai, quem fica e quem pode voltar.

Realmente, esses conchavos políticos são o lado podre da política e o embargo das políticas públicas, haja vista que Valinhos com todos estes embrolhos não consegue se desenvolver numa constante, e a cada ano parece retroceder, ao invés de buscar um desenvolvimento sustentável planejado e contínuo.

E o que acontece? Impostos e impostos sobre a população, pessoas competentes sendo desligadas de cargos essenciais, vereadores buscando os holofotes em pequenas ações, pessoas fazendo caridade para autopromoção, e assim vai!

Portanto, cabe a nós observarmos as movimentações neste período para projetarmos em quem vamos depositar nossa confiança em 2020, está difícil, eu sei! Então infelizmente, vamos ter que escolher o ‘menos pior’. Mesmo sabendo que os conchavos vão continuar existindo, não é verdade?

O remédio é amargo e a cidade está feliz. Será?



Na última semana, a prefeitura de Valinhos divulgou uma ‘pesquisa’ publicada na Revista Bula colocando Valinhos entre as 20 cidades mais felizes do Brasil.

Em contato com a editora da matéria a mesma relatou que a revista publicou tão somente uma análise baseada em pesquisas realizadas em anos anteriores. Uma análise simples sem classificação de ranking mediante a classificação do IDH e do índice de violência publicados em atlas, não havendo conhecimento da atual situação da cidade.

A reportagem da revista Bula não está totalmente errada, pois a cidade de Valinhos realmente é acolhedora e a população que aqui mora sente que Valinhos entre outras cidades ainda é uma cidade de qualidade para se viver. O que a reportagem não sabe é que há alguns anos a cidade encontra-se com inúmeras dificuldades e que a população vem enfrentando doses de remédios amargos nas questões básicas. O remédio amargo é reflexo das administrações que não buscam formas efetivas para o desenvolvimento da cidade e vão levando as questões prioritárias com total devaneio.

Além de o remédio estar sendo amargo, nos deparamos com notícias lamentáveis, como a falta de medicamentos, exames, merenda fraca, e até mesmo medicamentos vencidos encontrados na dependência da UPA 24 horas. Sem contar os retalhos e emendas nos asfaltos. Na realidade está faltando discernimento e carinho por parte da administração pública em priorizar ações efetivas para Valinhos.

Valinhos está endividada e a dívida consolidada só vem aumentando, porém a população não está vendo o dinheiro sendo empregado em ações de desenvolvimento do município causando assim total descontentamento que leva a atual administração como a pior da RMC, conforme pesquisa divulgada pela Indsat.



[caption id="attachment_177" align="alignnone" width="696"] Orestes Previtale Júnior e sua vice Laís Helena

Já se passou mais de um ano e meio da atual administração e a mesma não parece estar reagindo, há quem diga que a população sente falta do governo anterior do ex-prefeito Clayton Machado, pois mesmo diante de dificuldades e da má escolha de assessores, ainda apresentava ações de relevância como na área da saúde, que atendia as demandas com maior presteza e humanização.

Frente ao perfil notório da atual administração, hostil e truculenta, infelizmente a população não está acreditando que tempos melhores surgirão, porém o cenário deve mudar do final de 2018 e meados de 2019 com o intuito de uma possível busca pela reeleição. Porém, isso só acontecerá se o Dr. Orestes quiser concorrer às eleições de 2020.

Falando em eleições de 2020 muitos políticos e seus agentes já estão se mobilizando para aflorarem nomes para o próximo pleito, muitos já estão se lançando pré-candidatos à prefeitura do município. E fica a pergunta: Quem poderá mudar o rumo da história de Valinhos - levando-a ao desenvolvimento e criando formas para tirar a cidade do endividamento em que se encontra?

O jeito é aguardarmos as cenas dos próximos capítulos e acompanhar de perto cada passo da atual administração e dos vereadores na condução de seus trabalhos. A câmara deve ter mudanças expressivas também, sendo que a partir de 2019 muitos estarão saindo da zona de conforto junto à administração municipal, e buscando destaque na função fiscalizadora já de olho numa possível reeleição. E o cenário já começa a ser montado com a eleição para presidência do legislativo, haja vista que as negociatas já estão acontecendo nos bastidores e a partir daí haverá rachas, novos grupos políticos que estarão se movimentando para as eleições de 2020. Sendo assim, as ‘batatas quentes’ tendem a aumentar nas mãos do doutor que deverá ter jogo de cintura para não perder sua hegemonia junto ao legislativo.



olhos abertos a cada movimentação, afinal 2020 não está tão longe assiM

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