Sexta, 30 Outubro 2020

Covid-19: Unicamp prevê aplicar vacina chinesa em todos os 500 voluntários durante um mês

Vacina chinesa CoronaVac, em fase de testes no Hospital de Clínicas da Unicamp — Foto: Marília Rastelli/EPTV
Detalhes dos testes na Unicamp com a vacina chinesa contra o coronavírus foram passadas em entrevista nesta quinta-feira — Foto: Marília Rastelli/EPTV

A Unicamp iniciou nesta quinta-feira (6) a aplicação da vacina chinesa contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), que é testada no Brasil em pesquisa coordenada pelo Instituto Butantan. Dez profissionais de saúde voluntários vão receber doses até sexta-feira (7). A Universidade de Campinas (SP) informou que pretende fazer a aplicação nos 500 voluntários em um mês.

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp é um dos 12 centros de testes da vacina, chamada CoronaVac. Após a aplicação das doses, os voluntários serão acompanhados por um ano para conclusão da pesquisa -- a vacinação, no entanto, pode ocorrer antes desse prazo. O governo de São Paulo prevê iniciar a produção entre o fim de 2020 e o início de 2021.

Durante a manhã desta quinta, três voluntários de Campinas receberam doses, que podem ser com a vacina ou com placebo. Outros três serão vacinados à tarde e, para sexta, mais quatro voluntários estão previstos.

Após receberem a aplicação, os voluntários são observados por uma hora para avaliar possíveis efeitos colaterais. Depois, são liberados para voltar ao trabalho.

Infectologista do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, Francisco Aoki, explicou que, após estas primeiras dez aplicações, monitores da pesquisa vão avaliar se o procedimento seguiu os protocolos do Instituto Butantan.

Essa análise deve ocorrer no fim de semana e, se o procedimento foi correto, os testes recomeçam na segunda-feira (10). Uma monitoria externa acompanha os procedimentos em todos os centros de testagem junto com o Instituto Butantan.

"O que nós devemos ter aqui com o Butantan e com os monitores é que precisamos ter certeza que o funcionamento ocorreu bem nessa 'fasezinha' piloto, inicial, para que, secundariamente, nós possamos colocar em larga escala a partir da semana que vem".

"O trabalho é insano, é de manhã, à tarde e à noite e fim de semana. Se Deus quiser retomaremos com tudo na segunda-feira".

A Unicamp iniciou a aplicação das doses 16 dias depois do começo na capital. Em todo o Brasil, cerca de 9 mil profissionais da saúde devem participar desta fase, a terceira do estudo clínico do laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Butantan.

"As fases 1 e 2 de ensaios clínicos foram realizadas com cerca de 700 voluntários na China com bons resultados preliminares. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra o coronavírus", informou o governo estadual, na quarta-feira (5).

  • Doses e placebo
  • Metade dos voluntários receberá duas doses da vacina, enquanto o restante, a cota de placebo. As doses serão aplicadas com intervalo de 14 dias.

Ao longo dos 12 meses, os voluntários passarão por oito visitas presenciais para que sejam feitas coleta de exames, análise de possíveis efeitos colaterais e verificação de resposta imune.

Os voluntários não sabem quem recebeu a vacina e quem entrou como placebo.

Vacina chinesa

  • Apenas profissionais de saúde que estejam atuando diretamente no combate à Covid-19 poderão participar da terceira fase de testes da vacina contra o novo coronavírus.
  • Outros pré-requisitos são que os voluntários não tenham se contaminado pela doença anteriormente, mulheres não estejam grávidas ou planejem engravidar nos próximos três meses, e que os voluntários morem perto de um dos 12 centros de pesquisa que conduzirão o projeto.
  • Em todo o Brasil, serão escolhidos 9 mil voluntários, divididos entre os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal.
  • Inscrição e triagem inicial dos voluntários foram realizadas pela internet. Cada centro de pesquisa ficará responsável pelas informações coletadas dos voluntários, que serão sigilosas.
  • Em 3 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a nova etapa do projeto. Dias depois, o governador João Doria (PSDB) anunciou que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) também aprovou a realização dos testes.

Fonte:G1/Campinas

Veja mais notícias sobre Valinhos.

Veja também:

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Visitante
Sexta, 30 Outubro 2020

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://jtv.com.br/

No Internet Connection