Quinta, 02 Dezembro 2021

Produção de vacina Sputinik V foi discutida em indústria farmacêutica na cidade de Valinhos

O andamento de diversos projetos de biotecnologia da indústria farmacêutica em andamento no Brasil, incluindo a produção da vacina russa Sputnik V, foi tema de uma reunião entre representantes da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) e o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações, Marcos Pontes. O encontro, realizado nesta terça-feira (9), faz parte de um esforço do MCTI para aproximar a pesquisa e a produção científica do setor produtivo.


"Precisamos fazer a junção da parte pública com o setor privado. Transformar a pesquisa em projetos, empregos e desenvolvimento", afirmou Marcos Pontes. Ele ressaltou que a pesquisa é importante para ajudar no desenvolvimento de toda uma infraestrutura de ciência e tecnologia no país, incluindo o setor farmacêutico. De acordo com o ministro, o Brasil precisa estar preparado para enfrentar futuros desafios, como novas pandemias.

"Aproximar a pesquisa do setor produtivo é o vale da morte que a pesquisa brasileira precisa vencer", afirmou o secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI, Marcelo Morales. Segundo ele, o Brasil possui muito conhecimento acumulado, mas precisa fazer associação dos pesquisadores com o setor privado para que produtos sejam viabilizados e levados em grande escala para a população brasileira.

Durante o encontro, Marcos Pontes conheceu detalhes da infraestrutura e de alguns produtos de biotecnologia farmacêutica produzidos pela joint venture Bionovis, consórcio formado pelos laboratórios Aché, EMS, Hypera Pharma e União Química. "O ministério precisa acompanhar o trabalho de um setor tão importante, como o de fármacos e também da produção da vacina russa Sputnik em território brasileiro", afirmou o presidente da Alanac e CEO da União Química, Fernando Marques.

O presidente da Bionovis, Odnir Finotti, explicou que o grupo de empresas farmacêuticas atua para garantir a autonomia do país na fabricação de produtos biotecnológicos inovadores e na formação de profissionais qualificados. "A Bionovis viabiliza produtos com uso da ciência e tecnologia, mas os registros pertencem ao governo brasileiro e à população brasileira."

Sputnik V

A União Química detém o acordo para a produção no Brasil da vacina russa Sputnik V e aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso de emergência do imunizante. De acordo com o CEO da União Química, Fernando Marques, inicialmente 10 milhões de doses da Sputnik V já serão trazidas da Rússia para uso emergencial no país. A previsão é de que a produção da vacina no Brasil comece a partir de abril, com capacidade de 8 milhões de doses por mês. A fabricação será feita pela Bthek, divisão de biotecnologia da União Química, com sede no Distrito Federal.

"A gente espera já a partir de abril estar produzindo a Sputnik totalmente no Brasil. Produzindo o IFA (ingrediente farmacêutico ativo), envazando e entregando tão importante vacina para a população brasileira", afirmou Fernando Marques. Segundo ele, neste momento o IFA está sendo produzido em escala piloto para ser validado pela Rússia. Depois, será submetido à avaliação da Anvisa e, caso aprovado, começa a produção em escala industrial. A fábrica em Brasília, no Distrito Federal, vai produzir o IFA e o fracionamento e envaze do imunizante será feito em São Paulo.

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