Quinta, 02 Dezembro 2021

Com 200% de sua capacidade Santa Casa de Valinhos pede ajuda

A Santa Casa de Valinhos está desde o início da pandemia em 2020, se adequando, especialmente com leitos de UTI, chegando a 42 leitos, um percentual de leitos do hospital de 40% só na UTI, e desses chegou a ter 38 leitos só para atender pacientes com COVID-19, com esses números, a UTI da Santa Casa de Valinhos pode ser considerada a maior do Brasil proporcionalmente ao número de habitantes.

"A Santa Casa tem sido um grande suporte para o SUS e convênios, mas a situação está crítica, temos uma boa gestão com o Município e chegamos até a emprestar cilindros de oxigênio para a UPA, aqui na Santa Casa não temos esse problema, o nosso sistema é autônomo, temos uma capacidade de armazenamento de 10 mil metros cúbicos de oxigênio e no contrato com a empresa MESSI somos monitoradas via satélite, quando o oxigênio está baixando, não há necessidade de fazer pedido automaticamente é feito o carregamento", explicou o Superintendente.

"Não temos problema com oxigênio, mas estamos enfrentando dificuldades de implantação de leitos, estamos com 200% de ocupação, não temos mais como aumentar, chegamos no limite. Administramos os leitos COVID, 24 horas e monitorando os pacientes que vem da UPA que não podem ir direto para UTI ou enfermaria, precisam passar pela equipe médica para o diagnóstico, exames, eles são atendidos no PS, no isolamento, para estarem estáveis para a internação. Se o Pronto Socorro ficar travado, com todos os leitos ocupados, também não podemos colocar os pacientes com COVID, com pacientes com outras comorbidades, estamos vivendo momentos de extrema pressão, precisamos receber pacientes da UPA ou espontâneos , mas não temos leitos disponíveis, estamos saindo atrás de equipamentos, adaptamos quartos, tiramos equipamento de um local para colocar em outros, mas estamos trabalhando no limite, médicos dobrando plantões, enfermeiros trabalhando no dia folga, essa é nossa real situação" destaca Fernando Pozzuto.

O Superintendente lembra ainda que algumas pessoas de outras cidades também são atendidas aqui, mas são quatro a cinco pessoas, lembrando que também tem valinhenses sendo atendidos em outras cidades. "Estamos trabalhando acima de nosso limite 200%, os casos que estão chegando são pessoas que evoluíram para UTI e não temos mais como atender, precisamos de recursos urgente, ou do poder público ou da sociedade, para que essa crise e o colapso não se perpetue, o momento é de união e participação, não existe profissionais no mercado, aqui estamos investindo nos EPIs, pagando horas extras, mas todos estão chegando ao limite de suas forças, com a pressão psicológica do contato, de estar na linha de frente dessa situação".

Ainda na sua fala, Fernando diz que está vendo pessoas com faixa etária de 50, 55, 60, 65, muitos conhecidos, pessoas que pela idade acreditava-se que não sofreriam com a doença. "A situação nos comove e assusta, o dilema da disputa de vagas, a disputa de leitos, familiares ligam e não consigo atender, já fomos buscar aparelhos em outros lugares, porque vejo a angústia dos familiares, sou testemunha porque estou vendo isso aqui na Santa Casa".

A Santa Casa de Valinhos precisa de ajuda, Pr. Hiran Pimentel coordenador Geral de Mobilização de Recursos está promovendo uma campanha de socorro com toda população e está em busca de mantenedores especiais que contribuirão com R$100,00 mensais, que sejam tocadas e sensibilizadas a ajudar o hospital durante um ano, valores que serão utilizados no fluxo diário. A conta para essa doação é no banco Bradesco, Ag. 0214 - CC 2509-7 - CNPJ 46.056.487/0001-25 - Santa Casa de Misericórdia de Valinhos. Pix 046.056.487.000.125

Também tem o Fundo Cívico em vigor desde 2020, para outras doações em favor da Santa Casa. A conta é no Banco Santander - Agência 3808, conta corrente 13.000.654-8 em nome da Santa Casa de Valinhos, CNPJ 46.056.487/0001-25, Pix 046.056.487.000.125.

Quem puder colaborar entre em contato com o Pr. Hiran Pimentel - Fone 9 9 9299-3640.

"Nós na Santa Casa de Valinhos estamos fazendo o máximo, mas precisamos da retaguarda do poder público e da sociedade.", afirma superintendente.

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