Quarta, 19 Janeiro 2022

Valinhos assina acordo e compra água de Campinas por R$300mil ao mês por até três anos

Na manhã desta terça-feira (30), a Prefeitura de Valinhos assinou o acordo de compra de água com Campinas (SP) para ajudar no abastecimento da cidade. Essa parceria já havia sido divulgada, no dia 5 de outubro, entretanto só agora foi firmado, após o fim das tratativas entre os dois municípios, assim como a aprovação por parte do Legislativo.

Agora com o acordo firmado, que deve ter duração máxima de 36 meses, a Prefeitura de Valinhos tem a expectativa de finalmente encerrar o racionamento que começou no dia 27 de agosto. Os chefes do Executivo das duas cidades estavam presentes, para assinar o acordo, que aconteceu no Paço Municipal de Campinas pela manhã.

Segundo a Prefeita Lucimara Godoy, o acordo deve começar a funcionar em dois dias, quando haverá a conclusão das interligações. Embora já tenha previsão para o início da parceria, a Prefeitura não confirmou quando o racionamento será de fato cessado. Anteriormente, a previsão era de que o rodízio de água iria durar na cidade até o dia 12 de dezembro.

Captação de 800 milhões de litros de água na metrópole, com a previsão que Valinhos receba 25 litros de água tratada por segundo. O contrato tem valor de R$ 4,81 para cada metro cúbico fornecido. O valor do contrato por mês é de R$ 300 mil, a interligação será realizada na altura do Condomínio Vista Valley, em Valinhos, e no bairro Vila Formosa, em Campinas, sob o Anel Viário José Roberto Magalhães Teixeira. E o abastecimento de água em Campinas não será prejudicado. Inicialmente, segundo informações da administração, a Prefeita teria pedido crédito de 1.8 milhões, para os seis primeiros meses do acordo.

Valinhos está com os reservatórios em situação crítica por conta da estiagem, com queda de até 84% no volume de água. Na cidade, cerca de 40% da captação da água vêm de mananciais - outros 60% são do Rio Atibaia -, e muitos estão no limite.

Durante a divulgação do acordo, a Prefeitura de Campinas destacou que a água será vendida pelo preço de compra com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O contrato tem valor de R$ 4,81 para cada metro cúbico (1000 litros) fornecido. A informação é de que a Prefeita poderia, segundo o acordo, comprar 800 milhões de litros, com gasto mensal de aproximadamente 300 mil, ou seja, 10 mil por dia. Isso dá pra comprar (2079 metros cúbicos por dia), aproximadamente 2,8 milhões de litros por mês. Valinhos tem cerca de 35 mil hidrômetros, isto é, o total de aproximadamente 80 litros por dia por hidrômetro. 

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Comentários: 1

ivo cocco em Terça, 30 Novembro 2021 17:46

Sobre a compra da água de Campinas, em que a população arcará com o custo de R$ 10.800.000,00 (dez milhões e 800 mil reais) em três anos, cabem as seguintes questões: 1) o DAEV cobra atualmente R$ 2,898 por m3 para consumo residencial; 2) o DAEV vai pagar R$ 4,81 por m3 para Campinas; 3) isso significa que o consumidor de Valinhos deverá pagar mais R$ 3,824 por m3, já que o valor inclui o tratamento de esgoto, que é exatamente o dobro do que é cobrado pela água; 4) faz tempo que a SANASA tenta a manobra para fornecimento de água para Valinhos a um preço muito superior ao que ela cobra dos consumidores de Campinas; 5) parece que agora seu objetivo se torna real, pois esse volume a ser fornecido para Valinhos é um excedente de sua produção, significando um faturamento seguro para seu orçamento; 6) para Valinhos, significa uma despesa desnecessária e superfaturada, cujo recurso poderia estar sendo usado para investir em obras de prospecção de novas fontes de abastecimento, para garantir mais volume de água própria, sem depender da SANASA; 7) a Câmara Municipal aprovou essa excrescência, enquanto assistem (a Câmara e a Prefeitura) os prejuízos com a depredação dos nossos mananciais (Fonte Sônia, CLT, lagoas da ex-Rigesa, etc. e demais reservas já extintas.

Sobre a compra da água de Campinas, em que a população arcará com o custo de R$ 10.800.000,00 (dez milhões e 800 mil reais) em três anos, cabem as seguintes questões: 1) o DAEV cobra atualmente R$ 2,898 por m3 para consumo residencial; 2) o DAEV vai pagar R$ 4,81 por m3 para Campinas; 3) isso significa que o consumidor de Valinhos deverá pagar mais R$ 3,824 por m3, já que o valor inclui o tratamento de esgoto, que é exatamente o dobro do que é cobrado pela água; 4) faz tempo que a SANASA tenta a manobra para fornecimento de água para Valinhos a um preço muito superior ao que ela cobra dos consumidores de Campinas; 5) parece que agora seu objetivo se torna real, pois esse volume a ser fornecido para Valinhos é um excedente de sua produção, significando um faturamento seguro para seu orçamento; 6) para Valinhos, significa uma despesa desnecessária e superfaturada, cujo recurso poderia estar sendo usado para investir em obras de prospecção de novas fontes de abastecimento, para garantir mais volume de água própria, sem depender da SANASA; 7) a Câmara Municipal aprovou essa excrescência, enquanto assistem (a Câmara e a Prefeitura) os prejuízos com a depredação dos nossos mananciais (Fonte Sônia, CLT, lagoas da ex-Rigesa, etc. e demais reservas já extintas.
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Quinta, 20 Janeiro 2022

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