Quinta, 22 Abril 2021

Valinhos fica fora do Consórcio de municípios para compra de vacinas

A adesão ao movimento pró-vacina representa, portanto, 30,5% das cidades brasileiras - Foto Freepik

O consórcio municipal por mais vacinas contra Covid-19 no Brasil, coordenado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), obteve um total de 1.703 prefeituras inscritas. O prazo para adesão terminou às 12h desta sexta-feira (5). O número de municípios equivale a mais de 125 milhões de brasileiros, 60% da população. Veja a lista de cidades que aderiram.

Do total, 24 são capitais. Ao todo, o país possui 5.570 cidades. A adesão ao movimento pró-vacina representa, portanto, 30,5% das cidades brasileiras.

De acordo com a Frente, houve um aumento expressivo nas inscrições na reta final do cadastro. O último balanço, divulgado na tarde desta quinta (4), contava com 1.292 cidades, sendo 20 capitais. 

Valinhos não aderiu ao consócio. 

A assessoria de imprensa da prefeitura respondeu ao questionamento do JTV através de nota: "O Plano Nacional de Imunização, com a coordenação dos Estados junto ao município, sempre foi o ponto principal das campanhas de vacinação. Não temos acesso aos custos das vacinas para que o município possa avaliar a possibilidade de assumir os custos e participar deste consórcio. Por enquanto, temos tido respaldo do Estado e as vacinas tem sido aplicadas na cidade, inclusive colocando Valinhos como uma das cidades com melhor taxa de vacinas aplicadas em relação ao total da população."

Repercussão nacional

Ao comentar sobre as ações para compra dos imunizantes contra a Covid, Donizette fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que, no dia anterior, disse a apoiadores, em Uberlândia (MG), que não há vacinas para vender no mundo.

"Sabemos que não está disponível em qualquer esquina, mas tem que ir atrás. A vacina está difícil, não tem um mercado amplamente disponível, mas se ficar de braço cruzado, vai se agravar ainda mais", afirmou o presidente da FNP.

'Vamos comprar'

Ao comentar se o consórcio seria um instrumento de pressão política ao governo federal ou iria atuar efetivamente na compra de imunizantes, Jonas Donizette enfatizou que os municípios irão, de fato, ao mercado por vacinas.

Ficou definido pelo consórcio, que acabou batizado de Projeto Conectar - Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras, que em caso de uso de recursos federais, de organismos internacionais ou doações do setor privado, a divisão de doses será proporcional a população dos associados.

Em caso de uso de recursos próprios dos municípios, cada um receberá o equivalente em doses ao investimento feito. "Se Campinas colocar dinheiro para comprar 50 mil doses, vai receber 50 mil doses", explicou.

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Sexta, 23 Abril 2021

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