Domingo, 20 Junho 2021

Valinhos recua e transfere o início das aulas presenciais para dia 24

Após várias críticas sobre a volta às aulas presenciais, Rede Pública de Valinhos adia o retorno Foto: Ilustrativa

Estamos atravessando a fase de transição entre uma 2ª onda forte, infelizmente, da Pandemia, e a desaceleração de novos casos e internações. É um momento de olharmos para os números da cidade, da região e do Estado e compreender como se processa toda esta situação, sempre com base na segurança e saúde dos nossos alunos e profissionais da Educação. Há, por parte do Estado, a possibilidade de anúncio nesta sexta-feira sobre adequações do Plano São Paulo, por conta desta situação que comentamos. Assim, para termos o ponto seguro de como ficará esta desaceleração, ainda com o aguardo do Estado das novas definições e o início da reestruturação dos hospitais que começam a reduzir o número de leitos exclusivos de UTI Covid, por conta desta queda neste momento, a secretaria de Educação da Prefeitura de Valinhos transfere o início das aulas presenciais, previsto para o próximo dia 10 de maio, para o dia 24 de maio, para todas as faixas, Educação Infantil, Fundamental I e II e EJA, mantendo os protocolos sanitários, com no máximo 30% dos estudantes, em caráter optativo e não obrigatório.

A Prefeitura de Valinhos entende a complexidade, responsabilidade e envolvimento que a cidade tem, e não poderia ser diferente, sobre o tema retorno das aulas presenciais na Rede Municipal de Ensino. Há grupos que defendem, desde o ano passado, o retorno das aulas, sob vários argumentos válidos, como a importância do acompanhamento pedagógico presencial e as situações de pais e responsáveis que voltaram ao trabalho e precisam da presença presencial dos filhos no espaço educacional; assim como também grupos que defendem a manutenção apenas das aulas on line, também com diversidade de argumentos, em especial a segurança e saúde dos profissionais de ensino, dos estudantes e dos pais e responsáveis até que se tenha a vacinação em massa tão defendida e necessária. Não há, aqui, defesa de polarização do argumento A ou B. Todos são válidos, compreensíveis e, sim, acreditamos no objetivo comum de ter segurança e saúde a todos, sem descuidar da importância da Educação no processo de desenvolvimento humano.

Desde quando assumimos a gestão da Prefeitura, em Janeiro deste ano, estabelecemos o planejamento e as metas e ações prioritárias para garantir qualidade e eficiência no processo pedagógico dos nossos alunos na Rede Municipal. Vamos, aqui, ater a Rede Municipal por conta de gestão que temos, sabendo também que o Estado e a Rede Particular também trabalham com protocolos e objetivos claros e comuns quanto a importância da Educação neste cenário. E, logo no final de Janeiro, já iniciamos os trabalhos de divulgação das ações previstas, para fevereiro, de ações de melhorias e adaptações nas unidades de ensino para, quando fosse estabelecida a permissão pelo Estado do retorno das aulas presenciais, pudéssemos ter as unidades preparadas, com protocolos sanitários adequados, para o retorno nas condições estabelecidas.

E assim iniciamos os trabalhos.

Colocação de recipientes de álcool gel, mudanças nos layouts das salas para manter o distanciamento, verificação e melhorias prioritárias nas escolas, cuidados necessários nas áreas comuns, preparativos com reuniões junto aos profissionais de educação, enfim, uma série de ações nas unidades de ensino.

Mas o vírus tem mutações e, com eles, uma nova onda se estabeleceu, infelizmente. E o que estava projetado para retorno presencial em março, mudou para abril e, depois, com a situação triste que todo o Estado e o Brasil se encontravam, não mais era possível definir uma data de retorno presencial. Permanecemos com as atividades on line, plantão de dúvidas, auxílio para quem não tinha acesso a internet e computadores, até que o Estado, em decreto, definiu a Educação como serviço essencial e, em abril, unidades particulares e do Estado retornaram as aulas presenciais. Tivemos, também, o início da vacinação dos profissionais de Educação, a partir de 47 anos, por determinação do Plano Nacional de Imunização, do Governo Federal, e da gestão de entrega de vacinas do Governo Estadual. Esta decisão de faixa etária não é da Prefeitura, o município tem que seguir estas regras.

Desde o final de abril, temos verificado unidade escolar por unidade escolar, e nestas visitas percebemos que os recipientes com álcool gel estavam prestes a vencer, alguns até vencidos, e então, antes mesmo de serem utilizados, efetivamos o processo da troca dos mesmos, de modo a não prejudicar o início das aulas presenciais. Alguns destes recipientes, que incorretamente ainda estavam nas unidades de ensino, já foram também solicitados que sejam entregues de forma urgente para troca por novos, processo já concluído no início desta semana e, importante frisar, sem prejuízos para os profissionais da educação e dos alunos.

Como dissemos no início, o processo é complexo e tem alto grau de responsabilidade. A Prefeitura de Valinhos, de forma integrada, trata esta questão com olhar técnico e humano, sempre com respaldo da Saúde em primeiro lugar, e avaliações diárias para compreender e a analisar os números da Pandemia na cidade, para ter segurança e saúde, em primeiro lugar, a todos os profissionais, alunos, pais, responsáveis, enfim, a toda a comunidade educacional de Valinhos.

A Educação é essencial, a Saúde é essencial, no mesmo patamar, sem diferenciação, com olhar único, íntegro e responsável.

Prefeitura de Valinhos

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