As OS’s têm desempenhado um papel significativo na gestão de diversos tipos de estabelecimentos de saúde


Um levantamento sem precedentes realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelou a extensão da parceria entre organizações sociais e o poder público na área de saúde. De acordo com o censo, o estado de São Paulo abriga 1,1 mil serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) gerenciados por Organizações Sociais (OSS), instituições do terceiro setor sem fins lucrativos. Esse “raio-x” é o primeiro desse tipo em 25 anos de parceria entre essas instituições e o poder público, mostrando detalhes importantes sobre essa colaboração.
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O censo revelou que, em todo o Brasil, existem 1.874 estabelecimentos na rede pública de saúde administrados por organizações sociais. Essas instituições, classificadas como OSS, estão presentes em 20 estados e no Distrito Federal, abrangendo 270 municípios. No entanto, é no estado de São Paulo que o modelo de gestão por OSS se destaca, contabilizando 1,1 mil serviços de saúde sob essa modalidade.
Esse censo pioneiro foi desenvolvido com base em dados da Fiocruz, informações compartilhadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), além de consultas a sites oficiais de secretarias estaduais e municipais de saúde, seguindo os princípios da Lei de Acesso à Informação.
A análise também apontou que o sudeste brasileiro concentra a maioria dos estabelecimentos de saúde sob a gestão de organizações sociais. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais também fazem parte desse quadro, com 360 e 113 estabelecimentos de saúde geridos por OSS, respectivamente.
As OSS têm desempenhado um papel significativo na gestão de diversos tipos de estabelecimentos de saúde, incluindo hospitais-dia (39,1%) e hospitais especializados (18,6%). Além disso, o censo identificou que existem 27 tipos diferentes de equipamentos de saúde no Brasil geridos por OSS, abrangendo desde Unidades Básicas de Saúde até clínicas, laboratórios e farmácias.
Os resultados do censo também destacaram o eficiente papel das Organizações Sociais na gestão de serviços de saúde, principalmente em comparação com modelos de administração direta. Essa abordagem tem se mostrado vantajosa tanto em termos de produtividade quanto de economia para os estados. Durante a pandemia de Covid-19, as OSS foram fundamentais na implantação de hospitais de campanha e na disponibilização de leitos para pacientes infectados com o vírus. O censo do Ibross proporcionou um profundo entendimento da colaboração entre organizações sociais e o setor público na área da saúde, evidenciando a eficácia desse modelo de gestão em diversos estados brasileiros, com destaque para São Paulo.