Entenda por que a dificuldade de estudar aflige muitos e como é possível reverter essa situação

Maratonas, sejam acadêmicas ou não, desafiam fisicamente e mentalmente seus participantes. Uma definição abrangente de maratona menciona qualquer competição prolongada que exija resistência, abarcando, por exemplo, vestibulares. Além disso, os estudantes não enfrentam apenas uma prova, mas várias em sequência, tornando o período ainda mais estressante. A situação é agravada para aqueles que, devido à pandemia, passaram dois anos longe das salas de aula. A pressão é especialmente intensa para estudantes de escolas públicas, que enfrentam desigualdades educacionais. O estresse estimulado durante a pandemia gerou ansiedade, depressão e prejudicou a atenção e a aprendizagem.

A produção excessiva de cortisol, causada pelo estresse, afeta a memória e dificulta o sono, crucial para a consolidação da aprendizagem. O uso excessivo de telas também atrapalhou a capacidade de aprendizado, afetando a regulação da dopamina, neurotransmissor associado à motivação e ao prazer. A persistente busca por “microprazeres” em redes sociais e outros conteúdos online desregula as quantidades de dopamina, prejudicando a motivação e o foco. A ciência sugere que, apesar das dificuldades, a neuroplasticidade cerebral permite a recuperação.

Uma boa noite de sono, uma alimentação adequada e uma dose controlada de açúcar são essenciais para manter o cérebro funcionando durante os estudos e provas. Outra estratégia é priorizar o benefício antes da dificuldade, focando nos objetivos e no que se quer alcançar, e não apenas no estresse das provas. Portanto, é importante manter a calma, concentrar-se nos estudos e adotar métodos saudáveis para enfrentar os desafios da maratona de vestibulares. A ciência respalda essas abordagens.

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