Professor há mais de 20 anos, ele define a arte como algo transformador
No dia 27 de março, o mundo celebra uma das mais antigas e transformadoras formas de arte: o teatro. Para Cau Silva, ator e professor de teatro há mais de 20 anos, essa data representa muito mais do que uma simples comemoração.
Desde criança, ele já brincava de “teatrinho” e, ao longo dos anos, se aprofundou na arte teatral, passando por cursos de Direção, Artes da Cena, Iniciação às Artes Cênicas e Palhaçaria. “Tenho pra mim que o Teatro não surgiu na minha vida. Nasci com ele”, afirma Cau.
O caminho, no entanto, nunca foi fácil. Segundo o artista, os desafios são diários e envolvem desde a seleção de um texto até a espera pelo público no dia da apresentação. “O teatro é a única arte do mundo que só existe se houver alguém para contar a história (o ator) e alguém para ouvir essa história (a plateia)”, reflete.
Professor de teatro há mais de 20 anos, ele vê a arte como algo transformador. “O Teatro me ensina uma coisa nova todos os dias. A vida toda foi dedicada a isso e, ainda assim, sou um grãozinho de areia neste mar que o teatro nos oferece”, compartilha. Essa dedicação rendeu a ele papéis memoráveis, como Don Quixote, Seu Moscariello em Porca Miséria e Gaston no musical A Bela e a Fera.
Mas qual é o papel do teatro na sociedade? Para Cau, ele é um espelho da vida. “As histórias contadas e vividas pelos atores trazem lições de vida e posicionamentos sociais relevantes para a construção do indivíduo e da sociedade”, diz.
Sobre o nervosismo antes de entrar no palco, ele desmistifica a ideia de pressão. “Subir no palco é um privilégio. A pressão mesmo é montar uma peça sem dinheiro para pagar”, brinca.
Entre tantas apresentações, uma memória o marcou profundamente: a oportunidade de apresentar Velório à Brasileira no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. “Para nossa surpresa, o próprio autor da peça, Aziz Bajur, estava na plateia. Foi mágico!”, relembra.
Fora dos palcos, Cau vê o teatro como algo essencial para a vida. “O teatro é a arte da troca, do convívio, da humanidade. Ele me fez uma pessoa melhor e, fora dos palcos, tento transmitir tudo o que essa arte me proporcionou”, conta.
Para aqueles que sonham em seguir carreira no teatro, o conselho de Cau é simples, mas profundo: “O teatro é paixão incondicional, amor, entrega, estudo e pesquisa. Se você sente isso dentro de você, seja muito bem-vindo ao teatro”.