Dengue avança em Campinas: Falta de prevenção agrava surto e exige ação coletiva

Casos de dengue disparam em Campinas, e especialistas alertam para a importância da prevenção e do combate aos criadouros do mosquito

A dengue continua a ser uma preocupação crescente em Campinas, com dois óbitos confirmados e sete em investigação. A doença, que voltou a atormentar a região, tem como uma das principais causas a falta de cuidado da população no combate ao mosquito transmissor. Segundo pesquisadores e especialistas, o enfrentamento da dengue não depende apenas do poder público, mas também de ações individuais e coletivas.

Medidas simples podem impedir a proliferação do Aedes aegypti. Reservar dez minutos por semana para eliminar focos do mosquito, usar repelente e, quando indicado, tomar a vacina são atitudes fundamentais. Em 2025, Campinas registra 6.156 casos confirmados da doença e investiga outros 2.485, de acordo com o núcleo de informações estratégicas em saúde do estado.

A Prefeitura tem intensificado as ações de combate à dengue. Foram realizadas mais de 200 mil visitas a imóveis, três mutirões e 19 ações de educação em saúde. Além disso, a vacina está sendo distribuída pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A imunização com a Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda, é administrada em duas doses com intervalo de três meses. Na rede privada, a vacina é recomendada para pessoas até 59 anos. Apesar da importância da vacina, a prevenção da doença continua dependendo principalmente da eliminação de criadouros.

A circulação de diferentes sorotipos da doença agrava ainda mais a situação. Neste ano, o sorotipo DENV-3, considerado um dos mais virulentos, está em circulação. Além dele, existem os sorotipos DENV-1, DENV-2 e DENV-4. A infecção por um deles não garante imunidade contra os outros, tornando possível que uma mesma pessoa contraia dengue até quatro vezes ao longo da vida.

É essencial procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre acima de 38°C, dores no corpo e nas articulações, fadiga, perda de apetite, manchas vermelhas pelo corpo, dor abdominal intensa, vômitos persistentes e mal-estar. Não existe tratamento caseiro específico para a dengue, sendo fundamental seguir as recomendações médicas e manter a hidratação adequada, com ingestão de líquidos como água, soro caseiro, chás, sucos e água de coco. O recomendado é que o paciente consuma cerca de 60ml de água por quilo de peso corporal.

Com o aumento de casos e a gravidade da doença, torna-se essencial a colaboração de todos para evitar novas contaminações e salvar vidas.

Fonte: Unimetrocamp

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