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A divulgação de imagens não oficiais de uma suposta camisa vermelha da Seleção Brasileira causou grande repercussão nas redes sociais entre os dias 28 e 29 de abril. De acordo com levantamento da Quaest, 90% das menções ao uniforme alternativo foram negativas. Ao todo, foram 24 milhões de publicações e comentários, com 43 milhões de visualizações, principalmente em plataformas como X, Instagram, Facebook, Reddit, Tumblr, YouTube e sites de notícias.
A principal crítica gira em torno da ruptura com as cores tradicionais da Seleção Brasileira — amarelo, verde, azul e branco — que representam a identidade nacional e os símbolos da bandeira do Brasil. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) declarou que as imagens que circulam “não são oficiais” e que nem ela nem a patrocinadora Nike anunciaram qualquer novo uniforme da seleção.
A polêmica também entrou na esfera política. Diversos parlamentares criticaram o suposto novo uniforme vermelho, alegando que a cor pode representar uma tentativa de associação da seleção a uma ideologia política, especialmente à esquerda. Houve quem classificasse a escolha como uma afronta ao patriotismo e ao orgulho do povo brasileiro.
Apesar do debate, não seria inédito o uso do vermelho. A Seleção Brasileira já utilizou uniformes vermelhos em 1917 e 1936, em situações excepcionais. Ainda assim, a população mantém forte vínculo com as cores da bandeira, o que ajuda a explicar a forte rejeição à proposta.