De Valinhos para os palcos: a trajetória de Christian Vaz, apaixonado pela arte

“Quanto mais aprendo e vivo a arte, mais completo eu me sinto”, afirma.




Por Gabriel Previtale

A inquietação da infância foi o primeiro indício de que a arte faria parte da vida de Christian Vaz, 27 anos, morador de Valinhos. Dançar, cantar, imitar personagens e inventar vozes eram brincadeiras que, aos poucos, se transformaram em vocação. O primeiro contato com o teatro aconteceu por volta dos oito anos, em um projeto escolar conduzido pela professora Patrícia, da Casa da Cultura de Valinhos. Ali, o palco se tornou um lugar de conforto e, principalmente, de felicidade.

Foram 3 anos de aprendizado até que uma mudança de escola interrompeu o caminho teatral. A reconciliação com a arte veio apenas em 2022, quando as aulas do Centro Cultural Vicente Musseli retornaram no pós-pandemia. Desde então, Christian não saiu mais de cena. Além do teatro, também se aventurou na dança: como Hip Hop e contemporâneo. “Quanto mais aprendo e vivo a arte, mais completo eu me sinto”, afirma.

Logo no 1º ano como aluno, Christian interpretou o monólogo O Homem Deus, escrito pelo professor Vanderlei, no qual viveu três personagens diferentes em uma mesma peça. Outros trabalhos, como A Dança dos Espelhos, Episódios de Guerra e Os ETs e a Porca, também ampliaram seu aprendizado.

Apesar da dedicação, Christian reconhece que a cena cultural de Valinhos ainda carece de incentivo. O Centro Cultural cumpre um papel essencial, mas enfrenta limitações de espaço e vagas. Iniciativas independentes começam a abrir caminhos, como a Hamburgueria Lendários, que passou a receber apresentações do grupo Reticências de improviso — criado neste ano por artistas locais. As apresentações acontecem todo 3º domingo do mês, na Av. Independência, 1303.

Grato pelo apoio de colegas e professores que hoje considera amigos, Christian destaca a importância da arte como experiência de transformação. “Não existe corpo certo para dançar ou personalidade certa para atuar. O tempo é agora. Estude, se jogue e aproveite cada segundo dessa experiência maravilhosa que é viver a arte.”

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