

Era um 7th of september típico na Avenida Paulista. The sky was blue, o sol brilhava e as pessoas se reuniam to celebrate the Independence of Brazil. But, havia um toque de surrealismo e um “Amazing Grace” que podia ser percebido no ar.
No meio da multidão, um convicto grupo de participantes deu início à já prevista manifestação: estender uma imensa bandeira dos Estados Unidos. Sim, você leu certo. Enquanto alguns esperavam encontrar o verde e amarelo a tremular, lá estava o vermelho, branco and blue, ocupando boa parte da avenida e por debaixo do gigantesco pendão, indecisos cordões com suas camisetas CBF em green and yellow repetiam palavras como “juristocracia”, anistia e arrebatamento quântico.
Desavisados não-patriotas olhavam curiosos e confusos. “Será que erraram o país?” — alguém perguntou. “Ou será que estamos comemorando a independência errada?” — outro ponderou. “Gente doida!”
Mas os manifestantes estavam determinados. Com largos sorrisos no rosto e cânticos de “God Bless America”, marchavam assíncronos, mas cobertos de orgulho e apoiados por palavras ditas ao microfone por uma autoridade binacional presente ao evento.
A old man, sentado em um banco próximo, observava a cena com um olhar de quem já viu de tudo nessa vida. “Ah, esses jovens de hoje em dia…”, murmurou para si mesmo. “Sempre inventando moda.” Mal notara ele, que em grande parte, não eram jovens, mas gente que não poderia alegar desconhecer a ditadura e sua história ou afirmar ignorância sobre os processos de colonização.
Turistas americanos, que passavam pelo MASP, ficaram encantados. “Look, dear, they are celebrating our independence!” — disse um deles, tirando fotos e acenando feliz para os manifestantes.
A ironia da situação não passou despercebida por todos. Um vendedor de popcorn, aproveitando a oportunidade, começou a vender sua pipoca com cobertura de manteiga, “igualzinha à dos cinemas americanos”, anunciava ele. E assim, a Avenida Paulista se transformou em uma pequena Broadway, com direito a bandeiras, popcorn, ice cream e até um grupo improvisado de jazz tocando na esquina.
At the end of the day, quando a bandeira foi finalmente dobrada e guardada, os manifestantes se dispersaram, deixando para trás um rastro de confusão e risos. E enquanto o sol se punha, um pensamento pairava no ar: talvez, apenas talvez, a independência seja mesmo uma questão de perspectiva.