“A beleza está nos olhos de quem vê.” — Oscar Wilde
“Preconceito é uma opinião sem conhecimento.” — Voltaire
E como cantou Cazuza, “o nosso amor a gente inventa, pra se distrair da dor.” Pena que tem gente que inventa é a dor dos outros — e se distrai com a maldade.


Nos últimos dias, após o anúncio das nove candidatas à Corte da 75ª Festa do Figo e 30ª Expogoiaba, o que deveria ser motivo de orgulho virou palco de crueldade digital. De trás das telas, brotaram ataques de toda espécie: gordofóbicos, preconceituosos, misóginos e até de quem ousa medir beleza com régua de ignorância.
Comentários que não falam das candidatas, mas da pequenez de quem os escreve.
A internet deu voz a todos — inclusive aos tolos. E é triste ver tanta gente transformando sonho em deboche, coragem em alvo, empatia em meme. Essas meninas se inscreveram movidas pelo desejo legítimo de representar Valinhos, cada uma com sua história, sua beleza e sua força. Nenhuma precisa se encaixar no molde torto de quem confunde “opinião” com ofensa.
E quando inventam mentiras sobre candidatas, sobre o JTV ou sobre quem já foi da Corte, a maldade se revela completa: é a tentativa covarde de apagar o brilho dos outros para esconder a própria escuridão. Como diz Caetano, “gente é pra brilhar, não pra morrer de fome de amor e de tudo.”
Felizmente, nem toda Valinhos é feita dessa turba amarga. Há quem aplauda, quem admire, quem entende que beleza é plural — e respeito, obrigatório. O concurso é tradição, é cultura, é celebração do nosso povo. E quem não sabe a diferença entre crítica e crueldade talvez precise olhar menos para as telas e mais para o espelho.
“Educação vem de berço. Mas empatia, parece, ficou sem herança.”