Sua primeira canção foi um samba com o título “Na mesma Tecla Você Bate Todos os Dias”
Por Gabriel Previtale


Morador de Valinhos, o publicitário Emerson Silva Monteiro carrega uma história marcada pela paixão pelas palavras e pela música. Nascido em Bauru e criado na capital paulista, ele descobriu ainda na infância que a escrita seria parte central da sua vida — e, com o tempo, isso se transformou em canções.
O primeiro contato com a composição aconteceu quando Emerson tinha apenas 10 anos, na casa de uma tia em Campinas. Enquanto ela dedilhava o violão, ele criou sua primeira letra. “Sempre gostei de escrever. Cheguei até a fazer um livro”, conta. Desde então, a criatividade passou a caminhar junto com a música, abrindo espaço para letras que transitam entre o poético, o crítico e o surreal.
Sua primeira canção foi um samba com o título “Na mesma Tecla Você Bate Todos os Dias”, ideia que mais tarde seria reaproveitada em outra composição, adaptada ao mundo digital, com o nome “Na Mesma Tecla do PC”. Emerson escreve letras em português e inglês, explorando estilos como rock, country, EDM e outros gêneros.
O hábito de ouvir rádio e acompanhar músicas do mundo todo também influencia seu trabalho. “Ouço sons do planeta inteiro todos os dias”, diz. Para ele, uma canção pode nascer de muitas formas: de uma frase marcante, de poucas notas, de um riff ou de um refrão forte — aquilo que, segundo ele, “gruda na cabeça das pessoas”.
As inspirações vêm tanto de experiências pessoais quanto de histórias alheias e do cotidiano, sempre com um olhar crítico e criativo. Emerson cita influências que vão de Bob Dylan, Beatles e Rolling Stones a artistas contemporâneos como Sia, Lana Del Rey, Dua Lipa e Taylor Swift, além de compositores clássicos como Mozart e Beethoven.
Hoje, a composição é para ele um vício prazeroso. “Não passo um dia sem ter uma ideia para uma letra”, afirma. Embora já tenha sido vocalista de banda em São Paulo, atualmente seu foco é encontrar cantores e bandas que interpretem suas músicas.
Apaixonado pelo poder das palavras, Emerson vê na composição uma forma de liberdade. Para ele, cada verso carrega sentidos, metáforas e possibilidades — uma maneira de expressar o que se pensa e sente sem censura, transformando ideias em música.
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