Tempestade de inverno histórica nos EUA deixa ao menos 10 mortos e paralisa serviços em mais de 20 estados

Uma grande tempestade de inverno que avança pelos Estados Unidos nesta segunda-feira (26) já deixou ao menos 10 mortos e provocou um cenário de caos em diversas regiões do país, com cancelamentos em massa de voos, apagões, estradas bloqueadas e alertas para que a população permaneça em casa. Meteorologistas classificam o fenômeno como um dos episódios de inverno mais severos das últimas décadas.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês), a tempestade trouxe nevascas intensas, acúmulo significativo de gelo e frio extremo, com impactos considerados potencialmente “catastróficos”. A entidade alertou que as condições adversas devem persistir nos próximos dias, com risco elevado de recongelamento das superfícies, tornando perigosos tanto o tráfego de veículos quanto a circulação de pedestres.

No Texas, autoridades confirmaram três mortes, incluindo a de uma adolescente de 16 anos, vítima de um acidente enquanto utilizava um trenó. Na Louisiana, o Departamento de Saúde do estado registrou a morte de duas pessoas por hipotermia. Já em Nova York, o prefeito Zohran Mamdani informou que cinco pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o fim de semana, em meio a temperaturas glaciais. Embora não tenha confirmado a relação direta com o clima, o prefeito afirmou que “não há lembrete mais poderoso do perigo do frio extremo”.

Outras mortes também foram registradas em diferentes regiões do país. Segundo informações divulgadas pela emissora ABC, houve ao menos três óbitos no Tennessee e um no Kansas. O NWS reforçou que os impactos da combinação entre neve e chuva congelada devem se estender ao longo da semana, mantendo estradas, calçadas e vias urbanas em condições extremamente perigosas.

A tempestade também causou apagões em larga escala. Dados do site PowerOutage.us indicavam, na noite de domingo, mais de 840 mil clientes sem fornecimento de energia elétrica, principalmente no sul dos Estados Unidos, onde o fenômeno começou no sábado. No Tennessee, mais de 300 mil residências e estabelecimentos comerciais ficaram sem luz após o gelo derrubar linhas de transmissão. Louisiana, Mississippi e Geórgia registraram, cada um, mais de 100 mil interrupções no serviço.

As quedas de energia preocupam as autoridades, especialmente porque o sul do país enfrenta um frio incomum, com temperaturas que podem bater recordes históricos. Dezenas de milhares de imóveis também ficaram sem eletricidade em estados como Kentucky e Geórgia. Diante do cenário, governos estaduais do Texas, Carolina do Norte e Nova York emitiram recomendações para que a população evite sair de casa.

Nevascas intensas foram registradas em todo o centro dos Estados Unidos, incluindo Kansas, Oklahoma e Missouri, onde algumas localidades já acumulavam cerca de 20 centímetros de neve. Ao menos 20 estados, além da capital Washington, declararam estado de emergência.

O impacto se estendeu ao setor aéreo. Mais de 19 mil voos com origem ou destino nos Estados Unidos foram cancelados durante o fim de semana, segundo o site FlightAware. Para esta segunda-feira, quase 2.500 voos já estavam cancelados, com aeroportos de Washington, Filadélfia e Nova York operando com severas restrições. As repartições federais permaneceram preventivamente fechadas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma publicação na rede Truth Social que o governo federal segue monitorando a situação e mantendo contato com os estados afetados. Em outra mensagem, fez referência cética às mudanças climáticas ao questionar: “O que aconteceu com o aquecimento global?”. Cientistas, no entanto, explicam que perturbações no vórtice polar — que empurram massas de ar ártico do Canadá para o sul — tornaram-se mais frequentes nas últimas duas décadas.

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