Morte do cão Orelha provoca revolta nacional e mobiliza famosos por justiça em Florianópolis

A morte de Orelha, cachorro comunitário de cerca de 10 anos, após sofrer agressões na Praia Brava, no Norte de Florianópolis (SC), provocou forte comoção nas redes sociais e mobilizou celebridades, protetores da causa animal e moradores da região. O caso ganhou repercussão nacional, com pedidos públicos para que os responsáveis sejam responsabilizados e para que a violência contra animais não caia no esquecimento.

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões. Na manhã desta segunda-feira (26), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo. No último sábado (24), um novo protesto reuniu dezenas de pessoas na Praia Brava, em mais um ato cobrando justiça por Orelha.

Entre as manifestações mais repercutidas está a do ator e comediante Rafael Portugal, que publicou um vídeo nas redes sociais já com mais de 5,5 milhões de visualizações. Em tom de indignação, ele destacou a crueldade do crime e pediu que o caso não seja esquecido. O ator e dublador Tadeu Mello também se manifestou, lamentando a violência contra um animal descrito por todos como dócil e querido pela comunidade.

A cantora Ana Castela reforçou que maus-tratos a animais são crime e prestou apoio não apenas por Orelha, mas por todos os animais vítimas de violência. As atrizes Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui também cobraram uma resposta das autoridades, alertando para o risco de escalada da violência quando atos assim não são punidos.

Influenciadores digitais como Gabb, Carolina Arruda, Karol Queiroz e a ativista Luisa Mell ampliaram ainda mais a visibilidade do caso. Luisa Mell afirmou, inclusive, que informações preliminares do laudo pericial indicam que a situação pode ser ainda mais grave do que o inicialmente divulgado. João Fantazzini, tutor do cão Joca — que morreu em 2024 após um erro no transporte aéreo — também se solidarizou, destacando que a violência contra animais reflete falhas graves de formação e empatia.

Segundo moradores, Orelha estava desaparecido há alguns dias quando foi encontrado caído e agonizando por uma das pessoas que cuidavam dele. O animal foi levado a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, a equipe optou pela eutanásia. Em entrevista à NSC TV, o empresário Silvio Gasperin, morador da região, relatou com emoção o resgate do cão e reforçou o apelo por justiça.

Orelha era um dos cães comunitários da Praia Brava, onde existem casinhas destinadas aos animais que se tornaram mascotes locais. Muito conhecido e querido, ele recebia cuidados diários de moradores, que garantiam alimentação e atenção constantes. A morte do cão transformou-se em símbolo da luta contra maus-tratos a animais e reacendeu o debate sobre punição, responsabilidade e prevenção da violência.

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