Justiça condena vereador Welington da Farmácia a mais de 8 anos de prisão por corrupção em Sumaré

 Foto: Câmara de Sumaré/Divulgação

A Justiça de Sumaré (SP) condenou o vereador Welington da Farmácia (MDB) a 8 anos e três meses de prisão em regime fechado pelo crime de corrupção passiva. A sentença foi proferida nesta terça-feira (3) pelo juiz da 2ª Vara Criminal do município. Mesmo com a condenação, o parlamentar poderá recorrer da decisão em liberdade.

Além da pena de prisão, a decisão judicial determinou a perda do mandato de Welington da Farmácia, eleito vereador em 2024, e o confisco de valores apreendidos durante as investigações, já que, segundo o magistrado, a origem lícita do dinheiro não foi comprovada nos autos. Entre os valores está cerca de R$ 100 mil escondidos em uma mochila escolar, fato que chamou a atenção à época da operação.

Na sentença, o juiz absolveu o vereador de uma das acusações de corrupção passiva, mas o condenou em relação a outra vítima. Também foi fixado o pagamento de 170 dias-multa, sendo cada dia no valor correspondente a três salários mínimos vigentes à época dos fatos.

A defesa de Welington da Farmácia, representada pelo advogado Ralph Tórtima Filho, afirmou que a decisão reconheceu pontos importantes ao absolvê-lo de uma das acusações. Em relação à condenação, o advogado sustenta que o processo apresenta nulidades e fragilidade probatória. Segundo ele, a defesa irá recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Procurada para comentar a decisão que determinou a perda do mandato, a Câmara Municipal de Sumaré informou que, até o momento, não foi formalmente comunicada pelo Poder Judiciário sobre a sentença.

Welington da Farmácia foi eleito vereador nas eleições de 2024 com 2.249 votos, sendo o sexto candidato mais votado do município. Ele também é ex-secretário de Planejamento de Sumaré e pai do atual vice-prefeito, André da Farmácia (MDB).

De acordo com as investigações, o político teria solicitado apartamentos como vantagem indevida em troca da liberação de alvarás de construção para empreendimentos imobiliários na cidade. Os fatos teriam ocorrido entre 2018 e 2019, período em que exercia cargo no Executivo municipal.

As apurações apontaram ao menos dois casos semelhantes. Inicialmente, as investigações foram conduzidas de forma paralela pela Promotoria de Justiça de Sumaré e pelo Gaeco de Campinas, até que os autos foram unificados e a apuração passou a ser concentrada pelo grupo especial.

A operação autorizada pela Justiça cumpriu mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Sumaré, incluindo as secretarias de Planejamento e de Obras, mas nada foi encontrado nesses locais. Já na residência e na farmácia do investigado, policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) localizaram cerca de R$ 157 mil em dinheiro, sendo R$ 95 mil na casa e o restante no comércio.

Durante a ação, o Ministério Público relatou que o então secretário tentou ocultar pacotes de dinheiro em mochilas escolares de crianças que se preparavam para ir à escola. Além do dinheiro em espécie, também foram apreendidos documentos, computadores e pen drives, utilizados na investigação.

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