

Por Gabriel Previtale
Nice vestiu o Carnaval de Valinhos com linha, agulha e paixão. A costureira Leonice de Fátima Martins Ramos dedicou décadas à confecção de fantasias para escolas de samba e blocos da cidade, participando de inúmeros desfiles e ajudando a construir parte da história da folia local.
Conhecida por todos como Nice, ela morou 48 anos em Valinhos e sempre trabalhou como costureira. Segundo conta, começou na profissão “brincando”, mas logo transformou o talento em trabalho e referência, especialmente no período carnavalesco.
A entrada no Carnaval aconteceu por meio de um convite de Rodolfo, Dado e Toni Favarim, na época da criação da escola de samba Moinho Velho. A partir daí, Nice não parou mais. Trabalhou também com a Canto da Vila e encerrou sua trajetória na avenida em 2015, na escola Arco-Íris, que ela define como “a escola do coração”.
Ao longo dos anos, produziu fantasias de todos os tipos — das mais simples às mais elaboradas. As alas das baianas, segundo ela, estavam entre as mais trabalhosas. “Tinham muitos detalhes e eram bem complexas”, relembra.
A rotina perto dos desfiles era intensa. Virar noites costurando e fazer ajustes de última hora faziam parte do processo para garantir que tudo estivesse pronto no grande dia. Apesar do cansaço, o sentimento era de alegria. “Era muito trabalho e dedicação, mas também muitas risadas, brincadeiras e diversão. A emoção de participar de uma escola de samba é surreal”, afirma.
Nice faz questão de agradecer às pessoas que marcaram essa fase da vida, como Roque Palácio, Dado, Atílio Fracaroli e Antônio Carlos Príncipe. “Eles opinavam, buscavam material, tomavam a frente. Sou muito grata, porque sem eles nada saía.”
Mesmo longe dos barracões, ela guarda com carinho as memórias de cada fantasia pronta e de cada desfile que ajudou a colorir em Valinhos.
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