

Com as chuvas fortes de verão, a quantidade de água que chega à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Capuava aumenta muito. Segundo o DAEV S.A., isso acontece principalmente porque muitos imóveis ligam a água da chuva, de forma irregular, na rede de esgoto.
O diretor de Operação e Manutenção do DAEV, Marcello Lino, explica que a rede foi feita para receber apenas esgoto doméstico e comercial — não grandes volumes de água da chuva. Quando chove forte e essa água entra na tubulação, o volume cresce rapidamente e pode ultrapassar a capacidade da estação.
Mesmo que a chuva dilua o esgoto, o problema não é apenas a sujeira, mas sim o excesso de água de uma só vez. Isso pode prejudicar o funcionamento do tratamento e obrigar a equipe a adotar medidas de segurança.
Em casos extremos, pode ser acionado o extravasor, um mecanismo que direciona parte do volume excedente ao Ribeirão Pinheiros para evitar danos maiores à estrutura da estação. Segundo o DAEV, esse sistema é previsto na engenharia das estações e só é utilizado em situações excepcionais e monitoradas.
O departamento reforça que ligar calhas e ralos na rede de esgoto é proibido e prejudica toda a cidade. A orientação é que a água da chuva seja direcionada corretamente para o sistema de drenagem pluvial.
O DAEV também informa que tem intensificado a fiscalização e pede a colaboração da população, especialmente neste período chuvoso, para evitar sobrecarga no sistema e proteger o meio ambiente.
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