Marcelo Feitosa transforma vida com o taekwondo e conquista título brasileiro

Por Vitor Paderes

O que começou como uma simples matrícula da filha em uma aula de artes marciais acabou mudando completamente a vida do artesão Marcelo Feitosa, de 42 anos. Morador de Vinhedo, ele encontrou no taekwondo não apenas um esporte, mas uma fonte de superação, amizade e conquistas.

A história começou em julho de 2022, pouco depois da mudança da família para a cidade. Marcelo e a esposa decidiram matricular a filha Ana Liz, então com 4 anos, em aulas de taekwondo. Foi nesse momento que conheceram o mestre Lucas e a professora Maria, encontro que mudaria o rumo da família.

Durante uma conversa, Marcelo comentou que tinha vontade de praticar algum esporte, mas a artrose no joelho direito sempre o fazia desistir antes mesmo de começar. A resposta do mestre foi surpreendente: ele próprio tinha uma prótese no quadril e nunca deixou que isso fosse um limite. O exemplo foi decisivo. “Perguntei se eu não estaria ocupando a vaga de alguém mais talentoso. Ele simplesmente disse: ‘Pode vir treinar’”, lembra Marcelo.

Com isso, a família inteira entrou para o tatame. Hoje, três anos e sete meses depois, o taekwondo faz parte da rotina da casa.

Marcelo mantém uma rotina intensa: são quatro treinos semanais, divididos entre Vinhedo e Jundiaí. Diferente de outras atividades físicas que já tentou praticar, o taekwondo se tornou uma verdadeira paixão.

O incentivo dos mestres também levou o casal para o mundo das competições. Enquanto Marcelo se encontrou no kyorugi, modalidade de luta, sua esposa passou a competir no poomsae, sequência técnica de movimentos. Em 2024 e 2025, ela conquistou os títulos de campeã paulista e brasileira em sua categoria.

Marcelo também acumulou resultados expressivos. No Campeonato Paulista de 2024, venceu as três fases da competição e garantiu vaga para o Campeonato Brasileiro, no Rio de Janeiro, onde também conquistou o título. Para ele, as medalhas representam apenas parte da jornada. “O taekwondo ensina disciplina, respeito e empatia. Não importa a idade: é um esporte que fortalece o corpo, a mente e transforma vidas”, afirma.

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