

O número de pedidos de medidas protetivas feitos por mulheres em Vinhedo aumentou entre 2024 e 2025, segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
Em 2024, o município registrou 84 solicitações de medidas protetivas. Já em 2025, o número subiu para 118 pedidos, o que representa um crescimento de cerca de 40,5% no período.
A medida protetiva é uma decisão judicial de urgência prevista na Lei Maria da Penha e tem como objetivo proteger mulheres vítimas de ameaça ou violência doméstica. Entre as determinações possíveis estão o afastamento do agressor, a proibição de contato com a vítima e a obrigação de manter distância, sob risco de prisão em caso de descumprimento.
Os dados fazem parte de um levantamento obtido via Lei de Acesso à Informação (LAI) e que reúne informações de diversas cidades da região de Campinas. No total, os municípios somaram 6.938 pedidos de medidas protetivas em 2025, demonstrando a dimensão do problema da violência contra a mulher na região.
Especialistas apontam que o aumento nos pedidos pode estar ligado tanto ao crescimento dos casos de violência quanto ao maior encorajamento das vítimas em buscar ajuda e denunciar os agressores.
Apesar de o número absoluto de Vinhedo ser menor que o de cidades maiores da região, o crescimento nas solicitações reforça a importância de políticas públicas de prevenção e fortalecimento da rede de apoio às mulheres.
A legislação brasileira estabelece que o pedido de medida protetiva deve ser analisado pela Justiça em até 48 horas, garantindo uma resposta rápida para proteger a vítima em situações de risco.