

A conta de energia elétrica deve ficar mais cara em 2026. A estimativa da Aneel aponta um aumento médio de 8% nas tarifas, percentual acima da inflação prevista para o período. A projeção foi apresentada pelo diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, que destacou preocupação com a alta, já que o índice supera as previsões do IPCA e do IGP-M.
Segundo a Aneel, o principal motivo para o aumento é o crescimento dos encargos do setor elétrico, especialmente os ligados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), custeada pelos próprios consumidores para financiar subsídios e políticas públicas.
Nos últimos anos, esses encargos têm avançado em ritmo acelerado, pressionando cada vez mais o valor final da tarifa. Dados da agência indicam que esse componente cresceu muito acima da inflação e dos custos de distribuição de energia.
Além dos encargos, outros fatores também influenciam o reajuste, como custos de geração, transmissão e ajustes financeiros do setor. Atualmente, esses componentes já representam parte significativa do valor pago pelo consumidor.
A Aneel ressalta que a estimativa ainda pode sofrer alterações ao longo do ano, dependendo de fatores como condições climáticas, revisões tarifárias e mudanças nos custos do setor elétrico.
Mesmo assim, o cenário indica que a energia deve continuar pesando no orçamento das famílias brasileiras nos próximos anos.