Campinas registra 3ª morte por gripe em 2026 e reforça alerta para vacinação

A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou o terceiro óbito por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causado pelo vírus Influenza em 2026. A vítima é uma mulher de 97 anos, com histórico de comorbidades e que não havia se vacinado contra a gripe neste ano. A morte ocorreu no último dia 3.

De acordo com a Pasta, desde janeiro o município soma 32 casos e três mortes por SRAG associada à influenza. Os dados reforçam a preocupação das autoridades de saúde, principalmente com a baixa adesão à vacinação entre os grupos mais vulneráveis.

Em comparação com o ano passado, o cenário já acende um sinal de alerta. Em 2025, Campinas registrou 552 casos da síndrome e 67 mortes. Entre os óbitos, 53 foram de pessoas que não haviam recebido a vacina contra a gripe.

Entre os 14 moradores que chegaram a ser imunizados no ano passado e morreram, 12 estavam com a vacinação em dia. Segundo a Secretaria, isso ocorre porque o imunizante leva cerca de 15 dias para garantir proteção efetiva, e dois pacientes apresentaram sintomas antes desse período. Além disso, 66 vítimas possuíam doenças preexistentes, fator que aumenta o risco de agravamento.

Diante do cenário, a Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação como principal forma de prevenção, especialmente para evitar casos graves e mortes.

A campanha de vacinação contra a gripe segue até o dia 30 de maio em Campinas. As doses estão disponíveis nos Centros de Saúde, com exceção do CS Centro, onde a aplicação ocorre na Paróquia Divino Salvador. Não é necessário agendamento, bastando apresentar documento com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Crianças devem estar acompanhadas pelos responsáveis.

O imunizante aplicado neste ano protege contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e B, podendo ser administrado junto a outras vacinas do Calendário Nacional.

A vacinação é destinada a grupos prioritários, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas, além de profissionais da saúde, educação, segurança, transporte e outros públicos mais expostos ou vulneráveis.

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