Os casos de acidentes com escorpiões aumentaram 31% em Campinas, passando de 893 em 2024 para 1.170 em 2025, segundo a Secretaria de Saúde. No primeiro trimestre de 2026, foram registrados 254 atendimentos, alta de 17,6% em relação ao mesmo período de 2024 (216), mas leve queda de 4,15% frente a 2025 (265). A região Sudoeste concentra o maior número de ocorrências, incluindo áreas do distrito do Ouro Verde e o entorno do aeroporto de Viracopos.
O Brasil possui quatro espécies de escorpiões de maior importância médica: o escorpião-preto-da-Amazônia, presente no Norte e em Mato Grosso; o escorpião-amarelo-do-Nordeste, que já se expandiu para estados como São Paulo e Paraná; o escorpião-marrom, comum no Centro-Oeste, Sudeste e Sul; e o escorpião-amarelo, encontrado em quase todo o país, ainda sendo restrito em Tocantins.
Para evitar escorpiões, é fundamental manter a casa limpa e sem acúmulo de lixo, entulho ou folhas, além de evitar roupas sujas ou molhadas no chão, que podem servir de abrigo. Esses animais têm hábitos noturnos e se escondem durante o dia, o que dificulta sua identificação. Também é importante manter o lixo bem fechado para não atrair insetos, sua principal fonte de alimento. Medidas como vedar ralos, frestas, portas e buracos em paredes, usar telas em janelas e manter móveis afastados das paredes ajudam na prevenção. Cuidados simples, como chacoalhar sapatos antes de usar, também reduzem riscos.


Nos meses mais quentes, entre setembro e fevereiro, os escorpiões tendem a aparecer com mais frequência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto no Norte e Nordeste a incidência ocorre ao longo de todo o ano devido ao clima mais quente. Em caso de picada, é importante lavar o local com água e sabão, aplicar uma compressa morna para aliviar a dor e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo para avaliação e tratamento adequado.