Urna eletrônica completa 30 anos e TSE lança mascote para aproximar jovens da democracia

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) celebrou, nesta segunda-feira (4), os 30 anos da urna eletrônica, marco da modernização do sistema eleitoral brasileiro, com o lançamento da mascote Pilili — nome inspirado no som emitido pelo equipamento no momento da confirmação do voto.

A iniciativa busca aproximar a Justiça Eleitoral da população, especialmente dos jovens, utilizando uma linguagem mais acessível e lúdica para reforçar a importância do voto e da participação cidadã.

Durante a cerimônia, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou os pilares que sustentam o sistema eletrônico de votação no Brasil, como segurança, confiabilidade, agilidade e auditabilidade. Segundo ela, a urna eletrônica é uma solução desenvolvida no país para atender às necessidades da própria democracia brasileira. “O voto é computado sem interferência externa. É a escolha direta do eleitor”, afirmou.

A ministra também incentivou a participação dos jovens presentes no evento, com idades entre 15 e 17 anos, lembrando que aqueles que completarem 16 anos até 4 de outubro já poderão exercer o direito ao voto, desde que tenham solicitado o título eleitoral.

Criada e implementada pela Justiça Eleitoral, a urna eletrônica foi utilizada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996. Desde então, o Brasil se tornou referência internacional em votação informatizada, substituindo gradualmente o sistema manual de cédulas de papel, historicamente vulnerável a fraudes e falhas operacionais.

Como parte das comemorações, o TSE apresentou ao público a mascote Pilili e promoveu atividades interativas, incluindo demonstrações do funcionamento da urna, painéis históricos e um vídeo institucional que relembra a evolução do equipamento ao longo das últimas três décadas.

O evento também reforçou a transparência do sistema eleitoral brasileiro, destacando os mecanismos de auditoria que envolvem partidos políticos, instituições acadêmicas e observadores internacionais. A Justiça Eleitoral enfatizou que a urna não é uma “caixa-preta”, mas sim um sistema continuamente testado e aperfeiçoado.

Com cerca de 156 milhões de eleitores, o Brasil consolidou um dos processos de apuração mais rápidos do mundo, com resultados divulgados no mesmo dia das eleições. A tecnologia também contribuiu para ampliar o acesso ao voto, garantindo maior inclusão e padronização no processo eleitoral.

Ao longo de 30 anos, a urna eletrônica deixou de ser apenas um equipamento tecnológico para se tornar um símbolo da democracia brasileira, sustentado por três eixos principais: segurança, que reduz riscos de fraude; agilidade, com rápida totalização dos votos; e auditabilidade, assegurada por rigorosos processos de verificação.

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