Procuradores dos EUA abrem investigação contra a Fifa por preços de ingressos da Copa de 2026

Foto: Reprodução / Fifa

Os procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey anunciaram nesta quarta-feira (27) a abertura de uma investigação sobre as práticas de venda de ingressos da Fifa para a Copa do Mundo de 2026, que terá início em 11 de junho.

Em comunicado conjunto, a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e a procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, afirmaram que os valores dos ingressos para o torneio “ultrapassaram em muito os preços de qualquer edição anterior da Copa do Mundo”.

Segundo as autoridades, há suspeitas de que torcedores possam ter sido induzidos ao erro sobre a localização dos assentos adquiridos, além de possíveis inconsistências no processo de venda e na comunicação da Fifa, o que teria contribuído para os aumentos considerados excessivos.

A investigação também aponta preocupação com o modelo de “preços dinâmicos”, adotado pela Fifa pela primeira vez nesta edição da Copa. O sistema ajusta o valor dos ingressos conforme a demanda, prática comum no mercado norte-americano, mas que tem gerado críticas entre consumidores.

As autoridades estaduais afirmam que estão solicitando informações detalhadas sobre a estrutura de preços do evento, categorias de assentos e regras de comercialização, especialmente em relação às partidas previstas para o MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. O estádio receberá oito jogos, incluindo quartas de final, semifinal e a final do torneio.

Além das denúncias sobre ingressos, torcedores também relatam aumento expressivo nos custos de transporte. A viagem de trem entre o centro de Nova York e o MetLife Stadium, que normalmente custa cerca de R$ 64, pode chegar a aproximadamente R$ 525 durante o período da Copa, segundo relatos. O trajeto dura cerca de 15 minutos.

Também haverá opção de ônibus, com tarifas em torno de R$ 100, mas com oferta limitada a cerca de 18 mil passagens por jogo.

A Fifa defende o modelo de precificação dinâmica e afirma que o sistema segue padrões de mercado dos Estados Unidos, além de sustentar que aproximadamente 90% da receita gerada pelo torneio é reinvestida no desenvolvimento do futebol mundial.

As autoridades afirmam que a investigação busca esclarecer possíveis falhas no processo de venda e garantir transparência aos torcedores que adquiriram ou pretendem adquirir ingressos para o evento.

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