

O Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de ataques de tubarão não provocados, segundo dados do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão (ISAF, na sigla em inglês), ligado ao Museu da Flórida, nos Estados Unidos. O levantamento reúne registros de incidentes ocorridos entre 1580 e 2025 em todo o planeta.
A divulgação dos dados ganha destaque após mais um caso registrado no país. Neste domingo (31), uma criança de 11 anos foi mordida por um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, área conhecida pela recorrência desse tipo de ocorrência.
De acordo com a ISAF, o Brasil soma 107 ataques não provocados registrados ao longo da série histórica, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Austrália e África do Sul.
Ranking dos países com mais ataques de tubarão não provocados
Estados Unidos – 1.441 registros
Austrália – 642 registros
África do Sul – 255 registros
Brasil – 107 registros
Nova Zelândia – 52 registros
Papua-Nova Guiné – 48 registros
Ilha da Reunião (Mascarenhas) – 46 registros
México – 40 registros
Bahamas – 29 registros
Irã – 23 registros
O levantamento considera apenas ataques classificados como “não provocados”, ou seja, aqueles que acontecem no habitat natural dos tubarões e sem que tenha ocorrido interferência direta ou interação iniciada pelo ser humano.
Segundo a ISAF, em 2025 foram confirmadas 65 mordidas não provocadas e 29 provocadas em todo o mundo. Ao todo, 12 mortes foram associadas a ataques de tubarão, sendo nove classificadas como não provocadas.
Pernambuco concentra a maioria dos casos no Brasil
Pernambuco continua sendo o estado brasileiro com maior número de registros. Desde 1992, foram contabilizados 82 incidentes envolvendo tubarões, sem incluir o caso ocorrido neste domingo.
O episódio mais recente com vítima fatal aconteceu na Praia Del Chifre, em Olinda, quando o adolescente Deivson Rocha Dantas, de 13 anos, morreu após ser atacado.
Em janeiro deste ano, a turista Dayane Dalezen, de 36 anos, foi mordida por um tubarão-lixa em Fernando de Noronha. Ela recebeu atendimento médico e foi liberada, sem ferimentos graves.
Os últimos ataques registrados no Grande Recife antes deste ano ocorreram em 2023, quando um surfista e dois adolescentes foram mordidos em um intervalo inferior a 15 dias.
Especialistas reforçam que, apesar da repercussão dos casos, ataques de tubarão continuam sendo eventos considerados raros quando comparados ao volume de pessoas que frequentam praias e áreas costeiras todos os anos.
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