

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou atrás em parte da decisão que havia suspendido a comercialização de produtos da Ypê e anunciou a liberação de diversos itens da marca. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (22), restringe a proibição apenas a lotes específicos de lava-louças, desinfetantes e lava-roupas fabricados em períodos determinados.
Com a revisão, os produtos fabricados a partir de 1º de janeiro de 2026 e que foram submetidos a análises laboratoriais com resultados considerados satisfatórios estão autorizados a voltar às prateleiras.
Ainda assim, alguns lotes permanecem proibidos. Continuam suspensos os lava-louças Ypê e os desinfetantes Bak e Pinho Ypê com lotes terminados em “1” e fabricados até 31 de dezembro de 2025. Já os lava-roupas líquidos Tixan Ypê seguem com restrição para os lotes terminados em “1” produzidos até 31 de março de 2026.
A decisão também mantém o recolhimento voluntário dos lotes de Tixan Ypê incluídos na medida.
A suspensão dos produtos teve início após uma inspeção sanitária realizada na unidade da Química Amparo, fabricante da Ypê, localizada no interior de São Paulo. Segundo a Anvisa, a fiscalização identificou o descumprimento de requisitos previstos na RDC nº 47/2013 durante vistoria realizada entre os dias 27 e 30 de abril deste ano.
Após a aplicação da medida, a empresa apresentou novos documentos e laudos técnicos à agência reguladora. Com base nessas informações, a Anvisa concluiu que os lava-louças e desinfetantes fabricados entre janeiro e fevereiro de 2026 atenderam aos padrões exigidos, permitindo a retomada da comercialização desses produtos.
No caso dos lava-roupas líquidos Tixan Ypê, a restrição permanece para determinados lotes fabricados até março de 2026, conforme previsto no plano de gerenciamento e mitigação de riscos apresentado pela fabricante.
A orientação da Anvisa é para que os consumidores consultem o número do lote impresso na embalagem antes da utilização. Os produtos que não fazem parte dos lotes restritos podem ser comprados e utilizados normalmente.
Desde o início do caso, a fabricante adotou medidas corretivas, apresentou recursos administrativos e passou por novas avaliações. A flexibilização anunciada agora ocorre após a análise dos laudos laboratoriais e da documentação encaminhada pela empresa.
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