

A intensa onda de calor que atinge diversos países da Europa já provocou 40 mortes por afogamento na França desde o último dia 18 de junho. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pelo governo francês durante uma reunião de emergência para discutir os impactos das altas temperaturas no país.
Segundo as autoridades, a maioria das vítimas é formada por jovens que buscaram rios, canais e outros locais para se refrescar diante do calor intenso. A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, alertou a população para os riscos de nadar em áreas não autorizadas ou consideradas perigosas.
A França enfrenta uma das mais severas ondas de calor dos últimos anos. Cerca de 90% da população vive em regiões sob alerta laranja ou vermelho para temperaturas extremas. Em algumas áreas do oeste francês, os termômetros podem alcançar até 43°C.
Nem mesmo durante a madrugada houve alívio significativo. Estações meteorológicas registraram temperaturas acima de 25°C durante a noite, cenário que aumenta os riscos à saúde, especialmente para idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Na região de Paris, autoridades locais adotaram medidas para amenizar os efeitos do calor. Entre elas, a distribuição de ingressos gratuitos para cinemas climatizados destinados a jovens com menos de 25 anos e idosos com mais de 65 anos. O sistema de transporte também sofreu impactos, com o cancelamento de alguns trens, incluindo linhas que ligam Paris a Bruxelas.
O setor produtivo também sente os reflexos das altas temperaturas. Empresas têm adotado protocolos especiais para proteger trabalhadores expostos ao calor, reduzindo atividades em determinados horários e reforçando medidas de segurança.
A onda de calor não se limita à França. Itália, Reino Unido, Espanha e Bélgica também enfrentam temperaturas elevadas. Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu alerta máximo para 15 cidades e o governo determinou a redução ou suspensão de atividades em alguns setores.
No Reino Unido, diversas escolas anunciaram o encerramento antecipado das aulas devido à dificuldade de manter temperaturas adequadas em prédios antigos, muitos deles sem estrutura para suportar o calor intenso.
Especialistas alertam que episódios como esse tendem a se tornar mais frequentes. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, a Europa está aquecendo em um ritmo superior ao dobro da média global, aumentando a probabilidade de ondas de calor prolongadas e eventos climáticos extremos.
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