Olá, legentes!
Estocolmo, 29 de junho de 1958: Suécia 2 x Brasil 5, no Raasunda Stadion. E foi com esse placar magnífico que a nossa seleção se tornou campeã mundial de futebol pela primeira vez.
É, eu sei… bate uma certa nostalgia mesmo.
Naquele dia histórico para o nosso futebol, tivemos dois gols de Vavá, dois de Pelé e um de Zagallo. E o que era nostalgia, agora, virou uma baita saudade.
Mas mudemos um pouco de tema, para depois retomarmos o futebol.
No ano seguinte, em 1959, o roteirista René Goscinny e o desenhista Albert Uderzo criaram as primeiras aventuras de uma das mais famosas séries em quadrinhos: Astérix, com histórias ambientadas por volta de 50 a.C., durante a expansão do Império Romano.
A premissa das histórias é simples e marcante: toda a Gália — que abrange a atual França — foi conquistada pelos romanos. Porém uma pequena aldeia continua resistindo graças a uma poção mágica preparada pelo druida Panoramix. Essa poção concede força sobre-humana temporária aos habitantes da aldeia, exceto para Obélix, que teve a sorte de cair num caldeirão cheio dela quando ainda bebê e adquiriu uma força extraordinária e permanente.
Roma também tinha invadido territórios bretões — entre eles, a atual Inglaterra —, terra de um primo em primeiro grau do heroico Astérix, de nome Jolitorax.
Em “Astérix entre os Bretões” (Astérix chez les Bretons), de 1966, o herói Astérix e seu fiel companheiro Obélix atravessam o “Mare Britannicum” (Canal da Mancha) e, com Jolitorax, enfrentam e expulsam os romanos da Bretanha, graças à famosa poção mágica e a muita valentia.
Agora, de volta ao futebol e à linguística: nesta Copa 2026, não deu nem para os gauleses, nem para os bretões.
Ver a eliminação francesa (França 0 x Espanha 2) e a inglesa (Inglaterra 1 x Argentina 2) foi como assistir a Júlio César, com todo o seu latim, derrotar os valentes povos de Astérix e Jolitorax. “Por Tutatis!”
A latina Espanha e a latino-americana Argentina não se renderam às forças da Gália e da Bretanha, que terão de disputar o terceiro lugar.
Teremos, então, uma final cem por cento latina: a ex-colônia espanhola contra a própria Espanha, sua antiga colonizadora.
Se, nas semifinais da história, Bonaparte foi novamente derrotado por Fernando VII, e se os argentinos, para orgulho de José de San Martín, conseguiram reconquistar as Malvinas — ao menos no gramado —, podemos esperar uma batalha épica em campo na final da Copa deste domingo.
Espanha e Argentina.
De minha parte: “¡Si hay colonizador, soy contra!”
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