

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (22) um pacote orçamentário de US$ 480 bilhões apoiado exclusivamente pela bancada republicana. A proposta, que reúne recursos para a guerra contra o Irã, segurança nacional, agricultura e mudanças nas leis eleitorais, segue agora para análise do Senado, onde enfrenta um cenário de incerteza.
O projeto representa uma tentativa do presidente Donald Trump de avançar com prioridades de seu governo em um Congresso dividido. Apesar da aprovação na Câmara, não há garantia de que o texto consiga apoio suficiente para ser aprovado pelos senadores.
Votação foi apertada
A proposta foi aprovada por 216 votos a 214. Dois deputados republicanos e um parlamentar independente votaram contra o pacote, acompanhando toda a bancada democrata.
Mesmo diante da resistência de parte dos conservadores, que criticavam a ausência de cortes orçamentários para compensar os novos gastos, o presidente da Câmara, Mike Johnson, decidiu levar o projeto à votação.
Guerra no Irã e mudanças eleitorais
O pacote destina US$ 60 bilhões ao Pentágono e outros US$ 13 bilhões para ações de segurança nacional, em meio às operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
O texto também reserva US$ 10 bilhões para medidas ligadas ao Save America Act, proposta defendida por Trump que endurece as regras eleitorais, incluindo exigências de comprovação de cidadania para votar.
Além disso, prevê US$ 12 bilhões em auxílio a agricultores afetados pelas tarifas comerciais impostas pelo próprio governo Trump.
Democratas criticam prioridades
A oposição democrata argumenta que os recursos deveriam ser direcionados para programas internos capazes de reduzir o custo de vida da população, em vez de ampliar os gastos militares.
O deputado Pete Aguilar, líder da bancada democrata na Câmara, criticou o financiamento da guerra contra o Irã e afirmou que os bilhões de dólares poderiam ser investidos em prioridades domésticas.
O debate ocorre em meio ao impasse entre Congresso e Casa Branca sobre o envolvimento militar dos Estados Unidos no conflito. Embora o governo tenha conduzido ações militares, o Congresso ainda não autorizou formalmente o uso da força.
Senado deve decidir futuro da proposta
A aprovação na Câmara representa apenas a primeira etapa da tramitação. No Senado, parlamentares de ambos os partidos demonstram reservas ao projeto, o que torna incerta sua aprovação.
A discussão acontece em um momento de pressão sobre o governo após a morte de quatro militares americanos no Oriente Médio e diante de questionamentos sobre os custos da operação militar.
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