
As mudanças nas regras para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já refletem no bolso e no número de novos motoristas no país. Segundo dados do Ministério dos Transportes, a adoção do novo modelo gerou uma economia estimada em R$ 9,64 bilhões até agosto de 2026.
A redução considera diferentes despesas que foram eliminadas ou tiveram os valores reduzidos. Entre elas estão o curso teórico, que passou a ser gratuito e opcional, a formação prática, os deslocamentos necessários durante o processo, a renovação automática para motoristas classificados como bons condutores e os exames médico e psicológico.
Do total economizado, R$ 4,57 bilhões correspondem à redução dos custos com a formação prática, enquanto R$ 2,94 bilhões estão relacionados ao curso teórico gratuito. A renovação automática representa uma economia de R$ 1,44 bilhão, seguida pelos exames médico e psicológico, com R$ 414,6 milhões, e pelos deslocamentos evitados, estimados em R$ 278,7 milhões.
As novas regras também foram acompanhadas por um aumento no número de pessoas que conseguiram obter a habilitação. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 2.003.112 novos motoristas, alta de 17,1% em relação aos 1.710.473 registrados no mesmo período de 2025.
A Paraíba apresentou o maior crescimento, de 77%, seguida por Sergipe, com 69,5%, Acre, com 55,4%, Rio Grande do Norte, com 55,1%, e Amapá, com 54%.
Outro efeito apontado pelo Ministério dos Transportes foi a redução no tempo necessário para concluir o processo da primeira habilitação. O prazo médio caiu de aproximadamente 210 dias para 147 dias, uma redução de 30%.
O custo para tirar a CNH também diminuiu. As aulas teóricas podem ser realizadas gratuitamente de forma virtual, enquanto a quantidade de aulas práticas pode ser escolhida pelo candidato de acordo com sua necessidade. Em levantamento realizado em diferentes cidades brasileiras, foram encontrados pacotes a partir de R$ 380 para as categorias A ou B.
Em São Paulo, além das aulas, o candidato ainda precisa considerar despesas como os exames teórico e prático, de R$ 52,83 cada, exame médico de R$ 90, exame psicotécnico de R$ 90 e a emissão da versão física da CNH, que custa R$ 137,79. A versão digital é gratuita.
A procura pela primeira habilitação também cresceu de forma expressiva. O número de solicitações aumentou 216%, passando de 2.314.754 entre janeiro e agosto de 2025 para 7.315.625 no mesmo período de 2026.
O Amapá registrou o maior crescimento, de 485,8%, seguido por Sergipe, com 472,5%, Pernambuco, com 468%, Maranhão, com 443%, e Paraíba, com 423,8%. De acordo com o Ministério dos Transportes, todos os estados tiveram aumento nas solicitações da primeira CNH.
Quer saber as últimas notícias de Valinhos, siga o nosso Instagram: https://www.instagram.com/terceiravisaovalinhos/