Aos 11 anos, menina com autismo evoluiu na comunicação e na interação; família defende mais compreensão, respeito e inclusão das crianças autistas


Sociável, brincalhona e apaixonada por desenhos, música e dança, Giullia Santos Segin, de 11 anos, tem uma história marcada por conquistas e superação de desafios. Moradora de Valinhos, a menina foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 2 de suporte, aos 2 anos e 8 meses. Desde os 4 anos, recebe acompanhamento da ACESA Capuava, instituição que, segundo a família, teve papel importante em seu desenvolvimento.
Uma das conquistas mais significativas foi o avanço na comunicação. De acordo com a mãe, Sônally Santos Marano Segin, Giullia era não verbal e, durante muitos anos, utilizou a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), recurso que auxilia pessoas com dificuldades de comunicação. Atualmente, ela já consegue se comunicar verbalmente.
A rotina da menina inclui terapias de segunda a sexta-feira no período da manhã, escola à tarde e aulas de kung fu duas vezes por semana. Giullia também gosta de desenhar, ir ao cinema e ao teatro, além de acompanhar produções como Digital Circus e filmes da Marvel.


Apesar de ser sociável, ela pode ficar desregulada diante de gritos e choros intensos. Nessas situações, procura um ambiente tranquilo e a presença de alguém de confiança. A mãe explica que, nesses momentos, o mais importante é acolhê-la, respeitando seu espaço e evitando insistir em conversas.
Ao longo da caminhada, a família aprendeu a lidar com as frustrações, exercitar a paciência e enfrentar o capacitismo. Para Sônally, compreender o autismo exige olhar para cada criança além do diagnóstico, reconhecendo suas necessidades, habilidades e individualidade.
“Crianças autistas não precisam ser consertadas, precisam ser compreendidas, respeitadas e ter as condições certas para se desenvolver”, destaca a mãe.
O desejo da família é que Giullia continue se desenvolvendo com saúde, estude e tenha liberdade para escolher o próprio futuro. Para outras famílias que vivem essa realidade, Sônally deixa uma mensagem: “Não compare, não se culpe e não desista. Cada criança tem seu jeito e suas próprias conquistas”.
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