Tradição saborosa que une gerações e celebra o afeto
Luanna Dias
No Brasil, o pastel é uma das comidas típicas mais amadas e consumidas, e sua presença nas mesas das famílias se tornou uma tradição. Domingo de manhã ou em qualquer outra ocasião, o pastel é um convite à reunião familiar e à celebração. É o momento de desfrutar de boas companhias e explorar uma explosão de sabores deliciosos.
A simples ideia de pastéis quentinhos e crocantes recheados com uma variedade de ingredientes saborosos é suficiente para unir gerações e criar uma atmosfera acolhedora. Assim, em meio às correrias da vida, o pastel se torna o elo que mantém a tradição da convivialidade, tornando cada mordida uma experiência repleta de memórias e afeto.


Guilherme de Gabriel e Dorighello, de 38 anos, anteriormente atuava como professor de química, porém, há 7 anos, contribui para essa tradição culinária. Desde 1994, seus pais possuem uma pastelaria. Em 2016, Guilherme, já pensando em mudar o rumo de sua vida, decidiu ajudar seus familiares no comércio.
A pastelaria Caiu do Céu é um ambiente cheio de histórias, a começar pelo nome. “A criação do nome é muito importante para o legado. Meu pai, quando criou a lanchonete com seu sócio, teve a ideia guiada pela expressão ‘tudo que vem do céu são coisas boas’, por isso o nome Caiu do Céu. Sempre que estiver com fome, é só comer um pastel que será como algo caído do céu”, contou Guilherme.
Os sabores mais pedidos nas pastelarias da região são frango com catupiry e carne moída, e na Caiu do Céu não é diferente. Porém, o diferencial do comércio é o pastel de linguiça de pernil picante, sendo preparado com linguiça caseira, oferecido apenas no local onde Guilherme trabalha.


Como em todos os negócios, administrar uma pastelaria tem suas dificuldades e obstáculos. Problemas em relação à linha de produção, organização de estoque, compras dos fornecedores e a contabilidade da empresa são exaustivos. Mas, com um pouco de organização, não há desafio que não possa ser superado.
Além disso, segundo Guilherme, a convivência com os fregueses compensa todas as dores de cabeça. “As conversas de balcão com os clientes são sempre prazerosas. Eles são muito fiéis, então estão lá praticamente toda semana. Com isso, criamos um vínculo de amizade entre cliente e funcionários.”
Quanto ao futuro da pastelaria, os planos são grandiosos e todos os envolvidos estão empolgados com o que está por vir. “Estamos estudando a possibilidade de ampliar com um sistema de franquia. Mas ainda em análise e todos os próximos passos serão cuidadosos”, finalizou o entrevistado.