

O FBI demitiu pelo menos seis agentes que atuaram na investigação aberta em 2022 sobre a suposta retenção de documentos confidenciais pelo presidente Donald Trump em sua residência de Mar-a-Lago, na Flórida. A informação foi divulgada na quarta-feira (25) pela agência de notícias Associated Press.
A operação que deu origem ao caso ocorreu em 2022, quando agentes federais cumpriram mandado de busca na mansão de Trump, no âmbito de uma apuração sobre possível má gestão de arquivos oficiais após o término de seu primeiro mandato na Casa Branca (2017-2021).
De acordo com os promotores, Trump teria levado documentos sigilosos para sua residência sem observar os protocolos de segurança exigidos e teria dificultado as tentativas das autoridades de recuperar o material. Entre os arquivos apreendidos, estariam documentos classificados relacionados a temas nucleares e de defesa nacional.
As demissões integram uma ampla reestruturação promovida pelo atual diretor do FBI, Kash Patel, indicado por Trump. Segundo a imprensa norte-americana, Patel determinou o desligamento de agentes que participaram de investigações envolvendo o presidente ou que eram considerados desalinhados com a agenda do atual governo republicano.
Ao longo do primeiro ano do novo mandato de Trump, o FBI registrou uma série de demissões e afastamentos de agentes. O Departamento de Justiça também promoveu dispensas de promotores federais desde que o presidente reassumiu o cargo no ano passado.
Em julho de 2024, a juíza federal Aileen Cannon, indicada por Trump, arquivou o caso ao concluir que o ex-procurador especial Jack Smith havia sido nomeado de forma ilegal. Mais recentemente, na segunda-feira, Cannon bloqueou a divulgação de um relatório elaborado por Smith, após acolher recurso apresentado por Trump e dois coacusados para impedir a publicação do documento.
O FBI não comentou oficialmente as demissões. Uma associação que representa os agentes confirmou os desligamentos, mas não informou o número exato de profissionais afetados. Em nota, a entidade criticou a decisão e afirmou que a instituição estaria violando “os direitos ao devido processo daqueles que arriscam a vida para proteger” os Estados Unidos.
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