Alfredo Ribeiro ‘Piu’: O mestre do riso que transforma o palco em magia, ação e emoção

A Paixão pelo teatro nasceu no circo e se transformou em uma trajetória de sucesso

Por Rafaela Duarte

No último dia 19 de setembro, comemoramos o Dia Mundial do Teatro, uma data que celebra a riqueza da arte cênica e sua influência na cultura global. Nessa ocasião especial, queremos destacar a história de um artista que dedicou sua vida ao mundo das artes cênicas, trazendo alegria e entretenimento para pessoas de todas as idades. Alfredo João Ribeiro, artisticamente conhecido como Alfredo Ribeiro ‘Piu’, com seus 66 anos de idade, é um nome que ressoa no coração da comunidade teatral e além. Sua trajetória é um exemplo inspirador de paixão e perseverança na busca pela excelência no palco.

Uma paixão nascida no circo

A história de Alfredo Ribeiro ‘Piu’ começou no Circo Irmão Almeida, localizado na Rua 12 de Outubro, onde hoje fica a UBS da Vila Santana. Apaixonado pelas comédias que assistia no circo, ele e seus amigos, incluindo Luiz Claudio Sabaini, Ernesto Sensi e Paulo Pazzinato, tinham um jeito peculiar de assistir às apresentações: retiravam as placas de propaganda do circo para entrar de graça. Foi ali que a semente do teatro foi plantada em seu coração.

Sua primeira peça, “O Diamante Cobiçado,” escrita em parceria com seus amigos, foi apresentada em 1969, quando ele tinha apenas 12 anos. Foi uma experiência que marcou o início de uma jornada extraordinária nas artes cênicas.

Formação e Profissionalismo

Alfredo Ribeiro ‘Piu’ não parou por aí. Seu amor pelo teatro infantil foi alimentado ao interpretar Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado, com direção de Pedro Pazzinato, pelo Grupo Fenix, do Rigesa, em 1972. Esse foi o trabalho que o inspirou a escrever teatro infantil e a buscar formação profissional.

Em 1979, com a promulgação da lei que reconheceu o teatro como profissão, ele se tornou oficialmente um profissional das artes cênicas. Sua formação incluiu o Conservatório Carlos Gomes, de Campinas, onde teve a oportunidade de aprender com renomados professores da Escola de Artes Dramáticas da USP, como Yara Machado, Tereza Aguiar, Yolanda Amadei, Milene Pacheco e Amadeu Tilli, entre outros.

Cia. de Teatro Arco-Íris

Juntamente com seu irmão, Adilson Ribeiro, Alfredo fundou a Cia. de Teatro Arco-Íris, conhecida legalmente como “Arco-Íris Piupocas Circus.” Essa companhia de teatro infantil marcou época com mais de 100 espetáculos produzidos, conquistando dezenas de prêmios em âmbito nacional, estadual e municipal. Por mais de três décadas, eles viajaram por 50 cidades anualmente, deixando um legado de inovação, especialmente com a peça “Bandinha da Imaginação”, escrita por Alfredo Ribeiro ‘Piu’ em parceria com Mário Farci.

Revolução do teatro infantil

“Bandinha da Imaginação” representou uma revolução na forma de fazer teatro infantil na época. A plateia participava ativamente, ajudando os atores a se caracterizarem e transformando caixas de papelão coloridas em barcos, aviões, castelos e picadeiros de circo. A peça conquistou prêmios e críticas elogiosas dos maiores jornais de São Paulo, como Folha de São Paulo, Jornal da Tarde e O Estadão.

“O teatro é a arte de desvelar almas, transformar histórias e unir corações, e é por isso que continuo apaixonado por cada palco que piso.” – Alfredo Ribeiro ‘Piu’

Inspirando novas gerações

Atualização constante

Para se manter atualizado, Alfredo Ribeiro (Piu) mantém um extenso acervo de textos teatrais e busca inspiração em entrevistas com grandes atores. Ele acredita que a inovação é essencial para manter as aulas interessantes e envolventes, e está sempre aberto à criatividade.

Teatro como formação

Em sua opinião, o teatro desempenha um papel fundamental na formação de jovens e adultos, pois ajuda a desenvolver o senso de equipe, responsabilidade conjunta e empatia. Para ele, ver seus alunos brilharem no palco, transmitindo emoções ao público, é a maior recompensa de seu trabalho.

Neste Dia Mundial do Teatro, prestamos homenagem a Alfredo Ribeiro ‘Piu’, um verdadeiro ícone do teatro, que dedicou sua vida a encantar e inspirar gerações através das artes cênicas. Seu legado é uma lembrança de que o teatro tem o poder de transformar vidas e enriquecer a cultura de uma comunidade.

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