O jovem criador de conteúdo Artur Corrêa Alves, de 19 anos, morador de Valinhos, está à frente do projeto “421”, uma iniciativa independente que busca abordar temas sociais, políticos e culturais por meio de uma linguagem acessível e direta, voltada principalmente para a juventude das periferias.
A proposta nasceu de forma despretensiosa, durante conversas entre amigos marcadas para às 4h20 da tarde, que, na prática, sempre acabavam acontecendo às 4h21. O número virou símbolo de um espaço de reflexão, criado por e para pessoas que vivem o cotidiano da rua, da arte e do “corre”.
Hoje, a iniciativa ocupa o perfil @quatroevinteumm no Instagram, onde conteúdos autorais são publicados com temas que vão de desigualdade e saúde mental a moda urbana, política e cultura de rua.


Vozes fora do centro
Além de idealizador, Artur atua como designer, cantor, compositor, modelo, fotógrafo, videomaker, editor, remixador e estilista — um verdadeiro artista multifuncional que busca, em suas palavras, “mostrar a verdade nua e crua” por trás dos discursos institucionais.
“Enquanto outros têm grana para espalhar mentira bonitinha, nós estamos com a verdade. A esquerda precisa parar de falar difícil e colar com quem tá de verdade no fronte: o povo.”, diz Artur.
O jovem defende que o projeto tem como principal missão estimular o questionamento e o diálogo, valorizando as narrativas de quem vive realidades muitas vezes ignoradas nas esferas oficiais.
Reação e engajamento
O projeto ganhou maior visibilidade após a publicação de um post crítico à Câmara Municipal de Valinhos, que rejeitou a proposta de reconhecimento oficial do Dia do Orgulho LGBTQIA+. O conteúdo viralizou e contou com o apoio de criadores e artistas parceiros como @gustathecreator, @30gdemangarosa, @cabarajo, @vinisevenn e a modelo @kauany.csr.
Artur também destaca o suporte da família, especialmente dos pais, @lucianoalves_7 e @taty_rcorrea, como parte fundamental do projeto e de sua formação.
“Se você nunca passou por problema, você provavelmente não vai ter empatia por quem passa e a 421 vem justamente disso. Trazer o que aprendi com meus pais, o que aprendi com quem me relacionei, o que aprendi na rua, na vida e botar em jogo alguma reflexão, algo que faça você questionar mais seus direitos e até seus pensamentos.”, comenta Artur.

