Café Fake: Produtos apreendidos contêm resíduos e substâncias proibidas, não são alimentos

Produtos vendidos como ‘pó sabor café’, conhecidos como ‘café fake’, contêm resíduos da lavoura e substâncias proibidas. Saiba mais sobre os riscos à saúde e as ações do Ministério da Agricultura e da Anvisa

Café filtrado, ou de coador, é um dos métodos mais tradicionais no Brasil e vem ganhando popularidade no exterior. — Foto: Freepik

Análises do Ministério da Agricultura revelaram que o “pó sabor café” comercializado em alguns estados não contém grãos de café em sua composição e não pode ser considerado um alimento. O produto, que rapidamente se espalhou no mercado, é composto principalmente por resíduos da lavoura e substâncias proibidas por lei, configurando-se como uma fraude alimentar.

No início deste ano, produtos rotulados como “pó sabor café” ficaram conhecidos popularmente como “café fake” após uma análise do Ministério da Agricultura. A análise revelou que esses produtos, vendidos em estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina, não contêm nenhum grão de café. De acordo com a legislação brasileira, o café deve ser feito exclusivamente a partir do fruto do cafeeiro, permitindo até 1% de impurezas naturais como galhos e folhas. No entanto, elementos como milho, trigo, cevada e até mesmo corantes e substâncias como borra de café solúvel são proibidos.

Os produtos apreendidos, além de conterem resíduos da lavoura, como cascas de grãos e sementes impróprias, apresentavam toxinas cancerígenas, sendo retirados do mercado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Essa fraude configurou-se como um crime contra a saúde pública, uma vez que elementos estranhos foram adicionados intencionalmente para enganar os consumidores.

A distinção entre impurezas e fraudes é essencial: impurezas podem surgir acidentalmente durante a colheita e são toleradas em um pequeno limite, enquanto os elementos estranhos são adicionados deliberadamente, representando risco à saúde. Especialistas alertam que apenas o café especial, produzido com grãos maduros e de qualidade, deve ser completamente livre de impurezas. Já os cafés tradicionais podem conter sementes menos maduras, sem comprometer a segurança, desde que sejam certificados pela Associação Brasileira da Indústria de Café.

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