William Marques vence 1º Campeonato de Capoeira de Valinhos

Integrante do núcleo Zabelê Bonfim, William treina na unidade do Ouro Verde, em Campinas, sob a orientação do professor Daniel

Por Gabriel Previtale

Com apenas 21 anos, William Marques dos Santos, de Campinas, conquistou o título de campeão na categoria solo durante o 1º Campeonato de Capoeira de Valinhos, realizado no último domingo (27), no Clube Bom Retiro. O evento reuniu atletas de toda a região e foi marcado por apresentações técnicas, energia e ancestralidade.

Para William, a vitória representa mais do que um título. “Pra mim é uma honra participar. Ganhar é apenas uma consequência da nossa luta, dos treinos e de tudo que aprendemos”, afirmou o capoeirista. Com uma trajetória iniciada ainda na infância, ele cresceu em uma família de capoeiristas e afirma que a arte sempre esteve presente em sua vida.

Integrante do núcleo Zabelê Bonfim, William treina na unidade do Ouro Verde, em Campinas, sob a orientação do professor Daniel. A escola mantém mais de quatro unidades espalhadas pela região e, recentemente, expandiu suas atividades com uma nova sede na cidade de Jequié, na Bahia.

Além do orgulho pela conquista, o jovem atleta destacou a importância de eventos como o realizado em Valinhos. “Acho fundamental para incentivar não só as crianças, mas também os adultos. Mesmo que a competição não seja o foco principal, ela desperta nos atletas uma vontade maior de evoluir”, comentou. Para ele, o campeonato também tem um papel essencial na valorização cultural da capoeira, “que carrega tanta ancestralidade, força e superação”.

William também fez questão de agradecer. “Primeiramente a Deus e aos orixás, que sem eles nada disso teria acontecido. Ao meu pai, que é minha inspiração na capoeira e na vida, à minha família, ao grupo que sempre me apoiou e ao meu professor Daniel, que orienta não só a mim, mas todos os alunos. E claro, ao jornal, por dar esse espaço que valoriza e enriquece tanto o esporte.”

Com humildade e consciência do poder transformador da capoeira, William encerra sua participação com uma mensagem que ecoa além do tatame: “No nosso núcleo, a gente costuma dizer que não somos apenas um grupo, mas uma família.”

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