Boletim municipal reforça importância do diagnóstico precoce e medidas de prevenção para evitar agravamento da doença


A Prefeitura de Campinas (SP) confirmou nesta quinta-feira (17) mais quatro mortes por dengue, elevando para 21 o número de óbitos causados pela doença no município em 2025. As vítimas mais recentes são dois homens e duas mulheres, com idades entre 36 e 88 anos. Entre os casos, está o de uma mulher de 36 anos sem comorbidades.
As novas mortes ocorreram entre os meses de março e maio. Dois dos pacientes foram atendidos na rede pública e dois na rede privada. Três das vítimas residiam em regiões atendidas pelos centros de saúde (CS) Eulina, Boa Vista, Rosália e Conceição.
O município informou que foram realizadas ações de controle de criadouros do mosquito Aedes aegypti, busca ativa de pessoas com sintomas e aplicação de nebulização nas áreas de residência das vítimas.
A administração municipal destacou que o desfecho fatal da doença depende de múltiplos fatores, como a procura precoce por atendimento, o manejo clínico e as condições prévias de saúde do paciente.
A Secretaria de Saúde de Campinas não divulgou as identidades das vítimas.
Sintomas e sinais de alarme
A dengue é causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e apresenta sintomas como febre alta repentina, dores no corpo, manchas vermelhas, vômitos e diarreia, podendo levar à desidratação.
Em casos graves, a doença pode apresentar sinais de alarme, como:
- dor abdominal persistente;
- vômitos frequentes;
- sangramento em gengivas ou outros locais;
- menstruação mais intensa;
- sensação de desmaio ou tontura.
Diante desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediato para evitar complicações.
Medidas de prevenção
Para reduzir o risco de contaminação e proliferação do mosquito transmissor, a Prefeitura reforça ações de controle e orienta a população a adotar medidas como:
- Utilizar telas de proteção em janelas com buracos de até 1,5 mm;
- Manter portas e janelas fechadas ao amanhecer e entardecer;
- Tampar tonéis e caixas d’água;
- Eliminar água parada em calhas, vasos, ralos e pneus;
- Limpar frequentemente potes de água de animais e objetos de decoração externos;
- Usar repelentes, velas ou difusores de citronela.
A Secretaria de Saúde reforça que não há tratamento específico para a dengue, mas o acompanhamento médico e os cuidados clínicos são fundamentais para evitar o agravamento da doença.